quarta-feira, 27 de maio de 2026

[PB 108] Filosofia (feminista) da ciência: as contribuições de Evelyn Fox Keller

 Feminismos (Salvador/BA)

[volume 14, número 1, p. 1-21, 2026 - segunda autora: Giovanna Rodrigues de Souza Coelho, Graduada/UnB]
O ARTIGO SINTETIZA A OBRA EPISTEMOLÓGICA DE UMA NOTÁVEL PROTAGONISTA NAS DISCUSSÕES SOBRE CIÊNCIA E FEMINISMO. FAZEMOS UM PANORAMA DO DEBATE, REALÇANDO O MODO PECULIAR COMO O PENSAMENTO DE KELLER SE INSCREVE NELE. TAMBÉM PROCURAMOS ESCLARECER QUE SUAS CONCEPÇÕES NÃO CAEM EM ARMADILHAS FÁCEIS - COMO A DE SIMPLESMENTE CANCELAR O VALOR DOS ASPECTOS LÓGICO-COGNITIVOS PARA A PRÁTICA CIENTÍFICA.
[extrato: ... ela se inscreve entre as autoras que advogam uma parcimônia com respeito à união de forças entre pensamento feminista e estudos sociais da ciência, admitindo um ganho potencial: “radically new insights” (KELLER, 1987a, p. 237). Também demonstra consciência para o perigo intelectual do “relativismo”, que não é menos ameaçador politicamente. Quer dizer, se a ciência é puramente “produto social” e, enquanto social, um produto ideológico, a objetividade perde um significado que seria importante preservar no plano da ciência. “No relativismo cultural resultante, qualquer função emancipatória da ciência moderna é negada, e a arbitragem da verdade recua para o domínio político” (KELLER, 1987a, p. 237, tradução nossa). (7)]
https://periodicos.ufba.br/index.php/feminismos/article/view/59316

domingo, 12 de outubro de 2025

[PB 107] Estudos de “natureza da ciência” e sua potencial contribuição para um ensino de geografia carregado de epistemologia

 Geografia (Rio Claro/SP)

[volume 50, número 1, p. 359-384, 2025 - primeira autora: Iara Piovezana Salgado, Mestrado/UnB]
O TEXTO DIVULGA PARTE DOS RESULTADOS DE UMA PESQUISA DE MESTRADO COM A QUAL SE OBJETIVOU AVALIAR O GANHO POTENCIAL EM TOMAR CONHECIMENTO DOS ESTUDOS SOBRE ENSINO DE CIÊNCIAS NATURAIS QUE VÊM, HÁ VÁRIAS DÉCADAS, SE PREOCUPANDO EM INCORPORAR TEMAS DE FILOSOFIA E HISTÓRIA DA CIÊNCIA. A PESQUISA IDENTIFICOU QUE EXISTEM PROBLEMAS COMUNS (LÓGICOS E CONTEXTUAIS) ÀS VÁRIAS EPISTEMOLOGIAS SETORIAIS - E QUE, PORTANTO, UM ENSINO SOBRE A NATUREZA DA CIÊNCIA GEOGRÁFICA NÃO PRECISARIA SER CONCEBIDO DE MODO ISOLADO. AO CONTRÁRIO, SERIA MAIS LUCRATIVO TOMAR EXEMPLOS DE ABORDAGEM DIDÁTICA JÁ BEM DOCUMENTADOS E PROMOVER EVENTUAIS AJUSTES.
[extrato: A escolha das publicações mencionadas teve como base a sua pertinência no cenário das pesquisas de NdC; além de que elas demonstram o quanto os debates são amplos e diversos. Como sublinhamos, trata-se de um campo originalmente constituído por pesquisadores do ensino de ciências naturais. Contudo, salientamos ao leitor que as temáticas compreendidas podem muito bem ser incorporadas ao ensino de Geografia. E o motivo não é, exclusivamente, o de nossa disciplina encontrar-se na fronteira entre as ciências que estudam os mundos físico e humano (o que, de fato, já garante que ela se aproprie tanto da epistemologia tradicional quanto da social). (381)]
https://www.periodicos.rc.biblioteca.unesp.br/index.php/ageteo/article/view/18787

quinta-feira, 18 de setembro de 2025

[PB 106] Ensino de (geo)ciência com carga epistemológica: como abordar a disputa entre cientistas?

 Revista de Geografia (PPGEO - UFJF, MG)

[volume 15, número 2, p. 440-467, 2025 - primeiro autor: Renato Bastos Rodrigues, Mestrado/UnB]
SÍNTESE DE UMA PESQUISA, NA QUAL FOI PROBLEMATIZADO O FATO DE CERTA PORÇÃO DA OPINIÃO PÚBLICA (MANIPULADA, ÀS VEZES, PELO CINISMO DE POLÍTICOS) ESTAR PONDO EM DÚVIDA A CREDIBILIDADE DA CIÊNCIA ESPECIALISTA EM PROPOR SUAS ALEGAÇÕES EXPLICATIVAS. É VISTO COMO "SUSPEITO" CIENTISTAS NÃO ESTAREM EM TOTAL CONSENSO ACERCA DE CERTOS FENÔMENOS - IGNORANDO-SE QUE A DINÂMICA DE PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO ENVOLVE, MESMO NO ÂMBITO PROFISSIONAL DA CIÊNCIA, DIVERGÊNCIA TEMPORÁRIA OU COEXISTÊNCIA DE HIPÓTESES. POR ISSO, É SUSTENTADO QUE SERIA PRECISO POPULARIZAR CONTEÚDOS SOBRE NATUREZA DA CIÊNCIA, A FIM DE QUE O GRANDE PÚBLICO (DEVIDAMENTE INSTRUÍDO SOBRE AS DIMENSÕES LÓGICAS E SOCIOLÓGICAS DA PRÁTICA CIENTÍFICA) NÃO FICASSE VULNERÁVEL A DISCURSOS DE GÊNERO COMPLOTISTA. FOI ENFATIZADO, NESTA PESQUISA DE MESTRADO, QUE UM ENSINO DE GEOGRAFIA FÍSICA CARREGADO DE EPISTEMOLOGIA PODERIA COLABORAR A ESCLARECER AS APARENTES "POLÊMICAS" SOBRE O TEMA DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS.
[extrato: Como fomento a esse tipo de imaginário conspiratório está o fato de que a própria comunidade científica, internamente, tende mesmo a apresentar dissenso entre pares quando o assunto em questão ainda possui explicações ou evidências controversas. Isto é, à opinião pública – dado que nutre a ideia de que cientistas devam ser profissionais estritamente guiados por racionalidade objetiva – pode soar “estranho” que, para dados assuntos, eles divirjam e sustentem teses contrastantes. E, por consequência, acaba sendo tentador cogitar que aqueles cientistas que, em especial, alegam coisas conflitivas com as suas crenças ou visões de mundo devam ser os partícipes de um complô contra os interesses do grande público. (442)]
https://periodicos.ufjf.br/index.php/geografia/article/view/46994/29326

sexta-feira, 6 de dezembro de 2024

[PB 105] Filosofia (feminista) da ciência: a contribuição de Nancy Tuana

Revista Estudos Feministas (UFSC)

[volume 32, número 3, p. 1-13, 2024]
REALÇAMOS NESTE ARTIGO A PRODUÇÃO INTELECTUAL DE UMA EPISTEMÓLOGA QUE, POR SUSTENTAR UM EQUILÍBRIO AJUIZADO ENTRE OS VALORES COGNITIVOS E SOCIOCULTURAIS, SE APRESENTA COMO NOTÁVEL DEFENSORA DE UMA CIÊNCIA QUE DEVE SER PRATICADA CRITICAMENTE. NANCY TUANA É UMA FILÓSOFA ATENTA AOS VIÉSES QUE COMPROMETERAM A EFETIVA OBJETIVIDADE DOS EMPREENDIMENTOS CIENTÍFICOS. MAS, NEM POR ISSO, RENEGA A IMPORTÂNCIA DE UM COMPROMISSO COM A RACIONALIDADE.
[extrato: “(...) Tuana (1995) defende a ideia de que uma nova imagem de racionalidade para a ciência não substitua um viés por outro. Quer dizer, ela não deve deixar de ser marcadamente androcêntrica para ser, digamos, preferencialmente 'ginocêntrica' porque um retrato preciso passa por adotar uma concepção de racionalidade mais inteira; não parcial. Em outras palavras, há de ser considerada a atuação de uma verdadeira 'multiplicidade de sentidos' (...) Então, mais do que simplesmente o protagonismo de uma racionalidade imparcial, forças provenientes da 'empatia' e da 'intuição' demonstram que o conhecimento é fruto da atuação de corpos que, por serem diferenciados, aportam conteúdos distintos. E o fato é que essa heterogeneidade é muito enriquecedora para a ciência.” (6)]
Link:https://periodicos.ufsc.br/index.php/ref/article/view/93421

sexta-feira, 25 de outubro de 2024

[PB104] Epistemologias do ressentimento: estudos críticos (para além do justificado) em história da ciência

XIX Seminário Nacional de História da Ciência e da Tecnologia

[29Jul.-02Nov. 2024, UFBA, Salvador, Anais, 14f.]
A PARTIR DE UMA LITERATURA QUE, SEM DESCONSIDERAR O VALOR DOS MOVIMENTOS REPARADORES DA IGUALDADE, SUSTENTA A NECESSIDADE DE MANTERMOS O IDEAL DE CIÊNCIA OBJETIVA, ARGUMENTA-SE SOBRE A FRAGILIDADE DAS TESES CALCADAS ESTRITAMENTE NA "SOCIOLOGIA" DA CIÊNCIA. UMA MIRADA ATENTA, POR EXEMPLO, APENAS AO PERTENCIMENTO RACIAL DE QUEM PRODUZ CONHECIMENTO TENDE A FAVORECER A IMAGEM (INJUSTIFICADA) DE PROCESSOS COGNITIVOS AUSENTES OU MERAMENTE COADJUVANTES NAS ETAPAS CRUCIAIS DE CONSTRUIR E DE VALIDAR TEORIAS.

[extrato: “E é interessante sublinhar (...) o fato de que uma alta carga de equívoco pode ser encontrada tanto no discurso de quem defende o direito à expressão de indivíduos 'identitários' (formadores de grupos historicamente silenciados por uma tradição autoritária), quanto no de quem defende o direito à simples expressão de indivíduos 'livres' (supostamente, uma maioria anônima, coagida a se calar em uma época de progressismo totalitário). Em ambos os casos veríamos expressões de um ideário conspiracionista. E poderíamos nos perguntar se é estritamente no segundo grupo – para o qual a tirania do politicamente correto estaria impedindo a expressão livre de uma 'hermenêutica pessoal' (sic) – que detectaríamos maiores chances de negacionismo científico.” (5-6)]
Link:https://www.19snhct.sbhc.org.br/anais/trabalhos/lista#D

[PB103] Ensino de epistemologia por contraste de aspectos: discernindo “natureza”, “imagem” e “uso” da ciência

XIII Encontro de Filosofia e História da Ciência do Cone Sul

[03-07 Jun. 2024, Universidade Estadual do Oeste do Paraná - UNIOESTE, Foz do Iguaçu, Brasil, Anais, p. 188-189]
PROPOSIÇÃO DE UM DISCERNIMENTO ENTRE TRÊS ÂNGULOS PELOS QUAIS A PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO CIENTÍFICO PODERIA SER MIRADA. COM VISTAS A TRABALHAR ESSA DIFERENCIAÇÃO EM CONTEXTOS DE ENSINO, A IDEIA É ESTIMULAR ESTUDANTES A PROBLEMATIZAREM OS ASPECTOS INTERNOS (NORMAS PROCEDIMENTAIS) E EXTERNOS ("PERCEPÇÃO SOBRE" E "USO DE" AS REALIZAÇÕES) DA CIÊNCIA.
[“(...) para o tratamento didático do segundo nível, que chamaríamos de 'imagem da ciência', caberia explorar alguns exemplos de visões reducionistas, desenvolvidas junto à população. Uma epistemologia sobre os imaginários envolve a consideração de conhecimentos em psicologia social – do que redundariam dados esclarecedores acerca do quanto as impressões sobre o que a ciência é (ou deveria ser) não necessariamente correspondem ao que ela, afinal, tem sido.” (189).]
LINK: https://www.afhic.com/pt/caderno-de-resumos/

quinta-feira, 24 de outubro de 2024

[PB102] Les enseignants de géographie peuvent-ils faire de la communication scientifique ? (Rapport d'une expérience brésilienne)

Colloque International des Didactiques de l'Histoire, de la Géographie et de l'Éducation à la Citoyenneté (CIDHGEC24)

[12-14 Mar. 2024, Université de Nantes, Nantes, França, Anais, p. 40-41]
O OBJETIVO DESSA COMUNICAÇÃO FOI O DE DIVULGAR A INICIATIVA QUE PROFESSOR E ESTUDANTES DE GEOGRAFIA DA UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA VÊM TENDO DE PROMOVER A IDENTIDADE CIENTÍFICA DA DISCIPLINA, MEDIANTE UM TIPO DE MÍDIA MUITO POPULAR ATUALMENTE: OS PODCASTS (DIFUNDIDOS VIA RÁDIO-WEB). A INTENÇÃO DESSE PROJETO É A DE APROXIMAR ESTUDANTES DE LICENCIATURA E JOVENS PROFESSORES DE ESCOLA, A FIM DE ESTIMULÁ-LOS A PRODUZIR, DE MODO COOPERATIVO, MATERIAIS COM CONTEÚDO EPISTEMOLÓGICO E COM POTENCIAL PEDAGÓGICO. 
[“(...) la conception de matériels utiles aux explorations didactiques s’est appuyée sur l’idée que tirer parti des nouveaux médias numériques pourrait contribuer à une plus grande diffusion auprès du public. Ainsi, en tant que produit de la première saison, des « podcasts» ont été enregistrés traitant de thèmes épistémologiques. Ces matériaux sonores ont été hébergés sur une plateforme en libre accès – une « webradio» que nous appelons Eratosthenes.” (40, g.a.).]
LINK: https://cidhgec24.sciencesconf.org/data/pages/Livret_des_resumes_.pdf