domingo, 12 de outubro de 2025

[PB 107] Estudos de “natureza da ciência” e sua potencial contribuição para um ensino de geografia carregado de epistemologia

 Geografia (Rio Claro/SP)

[volume 50, número 1, p. 359-384, 2025 - primeira autora: Iara Piovezana Salgado, Mestrado/UnB]
O TEXTO DIVULGA PARTE DOS RESULTADOS DE UMA PESQUISA DE MESTRADO COM A QUAL SE OBJETIVOU AVALIAR O GANHO POTENCIAL EM TOMAR CONHECIMENTO DOS ESTUDOS SOBRE ENSINO DE CIÊNCIAS NATURAIS QUE VÊM, HÁ VÁRIAS DÉCADAS, SE PREOCUPANDO EM INCORPORAR TEMAS DE FILOSOFIA E HISTÓRIA DA CIÊNCIA. A PESQUISA IDENTIFICOU QUE EXISTEM PROBLEMAS COMUNS (LÓGICOS E CONTEXTUAIS) ÀS VÁRIAS EPISTEMOLOGIAS SETORIAIS - E QUE, PORTANTO, UM ENSINO SOBRE A NATUREZA DA CIÊNCIA GEOGRÁFICA NÃO PRECISARIA SER CONCEBIDO DE MODO ISOLADO. AO CONTRÁRIO, SERIA MAIS LUCRATIVO TOMAR EXEMPLOS DE ABORDAGEM DIDÁTICA JÁ BEM DOCUMENTADOS E PROMOVER EVENTUAIS AJUSTES.
[extrato: A escolha das publicações mencionadas teve como base a sua pertinência no cenário das pesquisas de NdC; além de que elas demonstram o quanto os debates são amplos e diversos. Como sublinhamos, trata-se de um campo originalmente constituído por pesquisadores do ensino de ciências naturais. Contudo, salientamos ao leitor que as temáticas compreendidas podem muito bem ser incorporadas ao ensino de Geografia. E o motivo não é, exclusivamente, o de nossa disciplina encontrar-se na fronteira entre as ciências que estudam os mundos físico e humano (o que, de fato, já garante que ela se aproprie tanto da epistemologia tradicional quanto da social). (381)]

quinta-feira, 18 de setembro de 2025

[PB 106] Ensino de (geo)ciência com carga epistemológica: como abordar a disputa entre cientistas?

 Revista de Geografia (PPGEO - UFJF, MG)

[volume 15, número 2, p. 440-467, 2025 - primeiro autor: Renato Bastos Rodrigues, Mestrado/UnB]
SÍNTESE DE UMA PESQUISA, NA QUAL FOI PROBLEMATIZADO O FATO DE CERTA PORÇÃO DA OPINIÃO PÚBLICA (MANIPULADA, ÀS VEZES, PELO CINISMO DE POLÍTICOS) ESTAR PONDO EM DÚVIDA A CREDIBILIDADE DA CIÊNCIA ESPECIALISTA EM PROPOR SUAS ALEGAÇÕES EXPLICATIVAS. É VISTO COMO "SUSPEITO" CIENTISTAS NÃO ESTAREM EM TOTAL CONSENSO ACERCA DE CERTOS FENÔMENOS - IGNORANDO-SE QUE A DINÂMICA DE PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO ENVOLVE, MESMO NO ÂMBITO PROFISSIONAL DA CIÊNCIA, DIVERGÊNCIA TEMPORÁRIA OU COEXISTÊNCIA DE HIPÓTESES. POR ISSO, É SUSTENTADO QUE SERIA PRECISO POPULARIZAR CONTEÚDOS SOBRE NATUREZA DA CIÊNCIA, A FIM DE QUE O GRANDE PÚBLICO (DEVIDAMENTE INSTRUÍDO SOBRE AS DIMENSÕES LÓGICAS E SOCIOLÓGICAS DA PRÁTICA CIENTÍFICA) NÃO FICASSE VULNERÁVEL A DISCURSOS DE GÊNERO COMPLOTISTA. FOI ENFATIZADO, NESTA PESQUISA DE MESTRADO, QUE UM ENSINO DE GEOGRAFIA FÍSICA CARREGADO DE EPISTEMOLOGIA PODERIA COLABORAR A ESCLARECER AS APARENTES "POLÊMICAS" SOBRE O TEMA DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS.
[extrato: Como fomento a esse tipo de imaginário conspiratório está o fato de que a própria comunidade científica, internamente, tende mesmo a apresentar dissenso entre pares quando o assunto em questão ainda possui explicações ou evidências controversas. Isto é, à opinião pública – dado que nutre a ideia de que cientistas devam ser profissionais estritamente guiados por racionalidade objetiva – pode soar “estranho” que, para dados assuntos, eles divirjam e sustentem teses contrastantes. E, por consequência, acaba sendo tentador cogitar que aqueles cientistas que, em especial, alegam coisas conflitivas com as suas crenças ou visões de mundo devam ser os partícipes de um complô contra os interesses do grande público. (442)]

sexta-feira, 6 de dezembro de 2024

[PB 105] Filosofia (feminista) da ciência: a contribuição de Nancy Tuana

Revista Estudos Feministas (UFSC)

[volume 32, número 3, p. 1-13, 2024]
REALÇAMOS NESTE ARTIGO A PRODUÇÃO INTELECTUAL DE UMA EPISTEMÓLOGA QUE, POR SUSTENTAR UM EQUILÍBRIO AJUIZADO ENTRE OS VALORES COGNITIVOS E SOCIOCULTURAIS, SE APRESENTA COMO NOTÁVEL DEFENSORA DE UMA CIÊNCIA QUE DEVE SER PRATICADA CRITICAMENTE. NANCY TUANA É UMA FILÓSOFA ATENTA AOS VIÉSES QUE COMPROMETERAM A EFETIVA OBJETIVIDADE DOS EMPREENDIMENTOS CIENTÍFICOS. MAS, NEM POR ISSO, RENEGA A IMPORTÂNCIA DE UM COMPROMISSO COM A RACIONALIDADE.
[extrato: “(...) Tuana (1995) defende a ideia de que uma nova imagem de racionalidade para a ciência não substitua um viés por outro. Quer dizer, ela não deve deixar de ser marcadamente androcêntrica para ser, digamos, preferencialmente 'ginocêntrica' porque um retrato preciso passa por adotar uma concepção de racionalidade mais inteira; não parcial. Em outras palavras, há de ser considerada a atuação de uma verdadeira 'multiplicidade de sentidos' (...) Então, mais do que simplesmente o protagonismo de uma racionalidade imparcial, forças provenientes da 'empatia' e da 'intuição' demonstram que o conhecimento é fruto da atuação de corpos que, por serem diferenciados, aportam conteúdos distintos. E o fato é que essa heterogeneidade é muito enriquecedora para a ciência.” (6)]
Link:https://periodicos.ufsc.br/index.php/ref/article/view/93421

sexta-feira, 25 de outubro de 2024

[PB104] Epistemologias do ressentimento: estudos críticos (para além do justificado) em história da ciência

XIX Seminário Nacional de História da Ciência e da Tecnologia

[29Jul.-02Nov. 2024, UFBA, Salvador, Anais, 14f.]
A PARTIR DE UMA LITERATURA QUE, SEM DESCONSIDERAR O VALOR DOS MOVIMENTOS REPARADORES DA IGUALDADE, SUSTENTA A NECESSIDADE DE MANTERMOS O IDEAL DE CIÊNCIA OBJETIVA, ARGUMENTA-SE SOBRE A FRAGILIDADE DAS TESES CALCADAS ESTRITAMENTE NA "SOCIOLOGIA" DA CIÊNCIA. UMA MIRADA ATENTA, POR EXEMPLO, APENAS AO PERTENCIMENTO RACIAL DE QUEM PRODUZ CONHECIMENTO TENDE A FAVORECER A IMAGEM (INJUSTIFICADA) DE PROCESSOS COGNITIVOS AUSENTES OU MERAMENTE COADJUVANTES NAS ETAPAS CRUCIAIS DE CONSTRUIR E DE VALIDAR TEORIAS.

[extrato: “E é interessante sublinhar (...) o fato de que uma alta carga de equívoco pode ser encontrada tanto no discurso de quem defende o direito à expressão de indivíduos 'identitários' (formadores de grupos historicamente silenciados por uma tradição autoritária), quanto no de quem defende o direito à simples expressão de indivíduos 'livres' (supostamente, uma maioria anônima, coagida a se calar em uma época de progressismo totalitário). Em ambos os casos veríamos expressões de um ideário conspiracionista. E poderíamos nos perguntar se é estritamente no segundo grupo – para o qual a tirania do politicamente correto estaria impedindo a expressão livre de uma 'hermenêutica pessoal' (sic) – que detectaríamos maiores chances de negacionismo científico.” (5-6)]
Link:https://www.19snhct.sbhc.org.br/anais/trabalhos/lista#D

[PB103] Ensino de epistemologia por contraste de aspectos: discernindo “natureza”, “imagem” e “uso” da ciência

XIII Encontro de Filosofia e História da Ciência do Cone Sul

[03-07 Jun. 2024, Universidade Estadual do Oeste do Paraná - UNIOESTE, Foz do Iguaçu, Brasil, Anais, p. 188-189]
PROPOSIÇÃO DE UM DISCERNIMENTO ENTRE TRÊS ÂNGULOS PELOS QUAIS A PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO CIENTÍFICO PODERIA SER MIRADA. COM VISTAS A TRABALHAR ESSA DIFERENCIAÇÃO EM CONTEXTOS DE ENSINO, A IDEIA É ESTIMULAR ESTUDANTES A PROBLEMATIZAREM OS ASPECTOS INTERNOS (NORMAS PROCEDIMENTAIS) E EXTERNOS ("PERCEPÇÃO SOBRE" E "USO DE" AS REALIZAÇÕES) DA CIÊNCIA.
[“(...) para o tratamento didático do segundo nível, que chamaríamos de 'imagem da ciência', caberia explorar alguns exemplos de visões reducionistas, desenvolvidas junto à população. Uma epistemologia sobre os imaginários envolve a consideração de conhecimentos em psicologia social – do que redundariam dados esclarecedores acerca do quanto as impressões sobre o que a ciência é (ou deveria ser) não necessariamente correspondem ao que ela, afinal, tem sido.” (189).]
LINK: https://www.afhic.com/pt/caderno-de-resumos/

quinta-feira, 24 de outubro de 2024

[PB102] Les enseignants de géographie peuvent-ils faire de la communication scientifique ? (Rapport d'une expérience brésilienne)

Colloque International des Didactiques de l'Histoire, de la Géographie et de l'Éducation à la Citoyenneté (CIDHGEC24)

[12-14 Mar. 2024, Université de Nantes, Nantes, França, Anais, p. 40-41]
O OBJETIVO DESSA COMUNICAÇÃO FOI O DE DIVULGAR A INICIATIVA QUE PROFESSOR E ESTUDANTES DE GEOGRAFIA DA UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA VÊM TENDO DE PROMOVER A IDENTIDADE CIENTÍFICA DA DISCIPLINA, MEDIANTE UM TIPO DE MÍDIA MUITO POPULAR ATUALMENTE: OS PODCASTS (DIFUNDIDOS VIA RÁDIO-WEB). A INTENÇÃO DESSE PROJETO É A DE APROXIMAR ESTUDANTES DE LICENCIATURA E JOVENS PROFESSORES DE ESCOLA, A FIM DE ESTIMULÁ-LOS A PRODUZIR, DE MODO COOPERATIVO, MATERIAIS COM CONTEÚDO EPISTEMOLÓGICO E COM POTENCIAL PEDAGÓGICO. 
[“(...) la conception de matériels utiles aux explorations didactiques s’est appuyée sur l’idée que tirer parti des nouveaux médias numériques pourrait contribuer à une plus grande diffusion auprès du public. Ainsi, en tant que produit de la première saison, des « podcasts» ont été enregistrés traitant de thèmes épistémologiques. Ces matériaux sonores ont été hébergés sur une plateforme en libre accès – une « webradio» que nous appelons Eratosthenes.” (40, g.a.).]
LINK: https://cidhgec24.sciencesconf.org/data/pages/Livret_des_resumes_.pdf

[PB101] Os conceitos de “estilo de pensamento” e “coletivos de pensamento” em Ludwik Fleck: um ensaio de aplicação ao caso da geografia teorética e quantitativa brasileira

Terra Brasilis [Nova Série] (Rede Brasileira de História da Geografia e Geografia Histórica)

[volume 20, p. 1-26, 2023 - primeiro autor: Neandher da Silva Pacífico Galvão, Mestrado/UnB]
DEMONSTRAMOS NESTE ARTIGO QUE OS CONCEITOS DE "DENKSTIL" E "DENKKOLLEKTIV" PODEM SUBSTITUIR, COM MAIS FORMALISMO, O EMPREGO QUE TENDEMOS A FAZER DE EXPRESSÕES VAGAS, QUANDO PRETENDEMOS DESCREVER A CONVERGÊNCIA DE GRUPOS DE GEÓGRAFOS EM TORNO DE CERTAS TEORIAS OU TÉCNICAS.
[extrato: “Nos habituamos a lançar mão de termos tais como 'escola', 'corrente', 'tendência' etc., toda vez que queremos nos referir a um sistema de pensamento (ou a uma prática científica) partilhado(a) por certo grupo ou agremiação discerníveis por época ou localidade (...) Acontece que esse emprego pode estar sendo negligente ou descuidado, no sentido de que não é garantido que seus usuários vão firmar um acordo formal com um sentido estrito para o termo (...) – sentido este atribuído por uma literatura especialista, por exemplo. Por isso, nos parece que a concepção de 'estilo', uma vez que está formalmente proposta por um praticante de ciência que também se inclinou para os estudos teóricos e históricos, acaba se apresentando como um recurso bem mais consistente e confiável do que aquela série de terminologias citadas.” (3)]
Link:https://journals.openedition.org/terrabrasilis/14698

quinta-feira, 14 de dezembro de 2023

[PB100] Em gênero e em número: mulheres difusoras de mudança científica em um episódio da história do pensamento geográfico

Revista Brasileira de História da Ciência (Sociedade Brasileira de História da Ciência)

[volume 16, número 2, p. 679-702, 2023]
AVALIAÇÃO DE UM EPISÓDIO DA HISTÓRIA DA CIÊNCIA GEOGRÁFICA (O CÂMBIO DE PARADIGMA METODOLÓGICO, ENTRE OS ANOS 1950 E 1960) EM SUA MANIFESTAÇÃO NACIONAL (ANOS 1970). DESTACAMOS DOIS POLOS INSTITUCIONAIS DE DIFUSÃO DAS NOVAS PRÁTICAS E LINGUAGENS, SENDO QUE RESSALTANDO O PROTAGONISMO DE UM VISÍVEL COLETIVO FEMININO. PROCURAMOS SUBMETER O CASO À LENTE ANALÍTICA DA EPISTEMOLOGIA FEMINISTA (EM ESPECIAL, SOB À ÓTICA DOS TEXTOS DE SANDRA HARDING). E, INDIRETAMENTE, BUSCAMOS INSINUAR QUE TENDE A HAVER UM IMPASSE INTERPRETATIVO: EXALTAR A ATUAÇÃO NOTÁVEL DE GEÓGRAFAS QUE, CONTUDO, DEFENDERAM UM ESTILO DE METODOLOGIA RELATIVAMENTE RECRIMINADO PELA EPISTEMOLOGIA CRÍTICA.
[extrato: “(...) é possível, realmente, propor que o protagonismo conquistado pelas geógrafas se, por um lado, deixou bastante patentes suas habilidades técnicas e intelectuais (o que desmanchava qualquer impressão de  que  as  mulheres  não  teriam  a  mesma  desenvoltura  com  racionalidade  matemática,  em  comparação a seus colegas), por outro, pode ter sido “fraco” ao repetir um estilo de pensamento já consagrado em outros campos científicos dominados por homens – em especial, o preceito positivista da “universalização” (que, de fato, veta o olhar acerca do que é díspar).” (696)]
Link:https://rbhciencia.emnuvens.com.br/revista/article/view/873/689

sexta-feira, 1 de setembro de 2023

[PB99] Abordagens geográficas em textos de historiadores da ciência: um programa de pesquisa

Estudos Geográficos (Universidade Estadual Paulista)

[volume 21, número 1, p. 17-38, 2023]
APRESENTAÇÃO DOS PRIMEIROS RESULTADOS DE UM PROJETO DE PESQUISA DE LONGO PRAZO QUE PRETENDE IDENTIFICAR MODOS DE EXPRESSAR A DIMENSÃO ESPACIAL DAS PRÁTICAS CIENTÍFICAS EM LIVROS DE HISTÓRIA DA CIÊNCIA. O ESTUDO TOMA COMO OBJETO DE ANÁLISE AUTORES MUITO RECONHECIDOS POR TEREM CONTRIBUÍDO À HISTORIOGRAFIA DE SEUS CAMPOS DISCIPLINARES. E O OBJETIVO É SABER SE NOS TEXTOS EXISTEM EXPLÍCITAS OU IMPLÍCITAS REFERÊNCIAS A QUESTÕES A VER COM O CARÁTER SITUADO DA PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO OU COM O FATO DAS IDEIAS E DAS TÉCNICAS TRANSITAREM ENTRE DISTINTOS LUGARES. ESSA PRIMEIRA TEMPORADA DO ESTUDO, BASEADA EM CINCO AUTORES, REGISTROU UMA SIGNIFICATIVA OCORRÊNCIA DE MENÇÃO A PAÍSES E CIDADES (INDICANDO UMA  "GEOGRAFIA" DE  ACEPÇÃO BASTANTE TRADICIONALISTA), EMBORA OS AUTORES TAMBÉM DEEM CERTO REALCE A AMBIENTES ESPECIAIS DE EXERCÍCIO INTELECTUAL OU PRÁTICO, TAIS COMO BIBLIOTECAS E HOSPITAIS.
[extrato: “(...) é certo que, se dentro já da própria comunidade de geógrafos não é ponto pacífico a eleição de uma perspectiva prioritária para a realização dos estudos, talvez nem devêssemos esperar realmente que pesquisadores de fora da Geografia viessem a convergir em uma concepção nítida (mutuamente  identificada por eles e reconhecida como válida por nós) sobre o que é o ‘geográfico’ ali em suas explanações.” (35)]

segunda-feira, 21 de agosto de 2023

[PB98] Aprendendo sobre a natureza da ciência pelos lugares de produção do conhecimento

V Conferência Latinoamericana do IHPST

[09-11 Ago. 2023, UFRGS, Porto Alegre, Anais, 1f.]

SUSTENTAÇÃO DA IDEIA DE QUE ABORDAR A "DIMENSÃO GEOGRÁFICA" DA PRÁTICA CIENTÍFICA - FRISANDO. EM PARTICULAR, O FATO DE QUE ELA SE DÁ EM LUGARES ESPECIAIS - COLABORA AO APRENDIZADO DO CARÁTER COMPLEXO DA CIÊNCIA: ISTO É, O FATO DE SUA PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO ENVOLVER, DE UM LADO, ASPECTOS LÓGICOS E NORMATIVOS (QUE SERÃO VERIFICADOS NAS ROTINAS SISTEMÁTICAS DE CADA "LÓCUS") E, DE OUTRO, ASPECTOS MAIS CONJUNTURAIS E EPISÓDICOS (QUE PODERÃO TAMBÉM SER IDENTIFICADOS EM CADA CONTEXTO ESPACIAL ANALISADO).
[extrato: “O 'onde' em que a ciência se realiza permite a exploração de situações espaciais 'híbridas', na medida em que integram tanto a normatividade racional do fazer científico (se pensarmos, por exemplo, nas rotinas técnicas verificadas em saídas de campo ou em experimentos laboratoriais), quanto a força condicionante das circunstâncias em que se insere a prática científica (pensando agora nos problemas locais que estejam exigindo solução ou, então, na acessibilidade a recursos para a pesquisa, diante da conjuntura econômica local). (p. 1)]
Link: https://www.researchgate.net/publication/373120089_Aprendendo_sobre_a_natureza_da_ciencia_pelos_lugares_de_producao_do_conhecimento

terça-feira, 15 de agosto de 2023

[PB97] Aprendizagem cooperativa em tempos de Covid-19: uma experiência de ensino coordenado de epistemologia e metodologia

Educação em Foco (Universidade do Estado de Minas Gerais)

[volume 26, número 48, p. 1-27, 2023]
RELATO A RESPEITO DE UM EXPERIMENTO DIDÁTICO ENVOLVENDO ALUNOS CALOUROS E VETERANOS DO CURSO DE LICENCIATURA EM GEOGRAFIA DA UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA. TRATA-SE DA EXPOSIÇÃO DE UMA ATIVIDADE QUE FOI CONCEBIDA E EXECUTADA DURANTE A TEMPORADA DE "ENSINO REMOTO", QUANDO DA PANDEMIA DE COVID-19. PROPUSEMOS UMA DINÂMICA INTERATIVA, PELA QUAL OS ESTUDANTES DA DISCIPLINA DE "METODOLOGIA DA GEOGRAFIA" (MG) APRESENTARIAM SEUS PROJETOS DE INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA A GRUPOS DE ESTUDANTES CURSANDO A DISCIPLINA DE "INTRODUÇÃO À CIÊNCIA GEOGRÁFICA" (ICG). A IDEIA ERA QUE OS PRIMEIROS EXERCITASSEM HABILIDADES ARGUMENTATIVAS; ENQUANTO OS SEGUNDOS, JUÍZOS CRÍTICOS - AMBAS AS FACULDADES DESENVOLVIDAS DENTRO DE UM PROPÓSITO DE RECONHECER E PRATICAR OS VALORES DO PENSAMENTO CIENTÍFICO. A EXPERIÊNCIA TAMBÉM SERVIU PARA TESTAR A VERSATILIDADE DOS NOVOS DISPOSITIVOS TECNOLÓGICOS E SEU USO POTENCIAL EM ATIVIDADES DIDÁTICAS COM INTERAÇÃO A DISTÂNCIA.
[extrato: O  aspecto  prático  das  disciplinas  pressupunha  uma  interação do tipo 'cooperativa'. Com o exercício, tínhamos o propósito de ocasionar a que os calouros percebessem as projeções prática e aplicada da teoria científica em situações concretas – no caso, tomando conhecimento dos planos de investigação  elaborados  por  alunos  veteranos  de  MG. (...) A ideia, para os alunos de MG, era que desenvolvessem estratégias didáticas para comunicar a esse público ingressante no mundo universitário (com ainda poucos subsídios sobre a natureza da prática científica em Geografia) suas intenções investigativas. (11)]

[PB96] Um modelo linguístico para o ensino de epistemologia

Revista Electrónica de Enseñanza de las Ciencias (Universidad de Vigo, Esp)

[volume 22, número 1, p. 171-195, 2023]
DESIGN DE UM PROTÓTIPO PARA A AVALIAÇÃO DA IDENTIDADE EPISTEMOLÓGICA DE SISTEMAS DE PENSAMENTO MEDIANTE ASPECTOS DA LINGUAGEM. O MODELO PROCURA COORDENAR FATORES DE ORDEM LÓGICO-COGNITIVA (COMPONENTE "ARGUMENTO") E FATORES DE ORDEM SOCIOLÓGICO-CONTEXTUAL (COMPONENTES "VOCABULÁRIO" E "RETÓRICA" - INTEGRADOS PELA NOÇÃO GERAL DE DISCURSO). RECORRE-SE A REFERÊNCIAS DE RESPALDO NOS CAMPOS DA LINGUÍSTICA E DA FILOSOFIA DA CIÊNCIA, A FIM DE DEMONSTRAR QUE O ESQUEMA DETÉM POTENCIALIDADE PARA QUE ALUNOS EXERCITEM UM DIAGNÓSTICO MAIS SISTEMÁTICO ACERCA DO FUNDAMENTO LINGUÍSTICO DAS CORRENTES, PARADIGMAS OU TENDÊNCIAS CIENTÍFICAS. NA QUALIDADE DE "ENSAIO DE APLICAÇÃO", PROJETAMOS O MODELO SOBRE UMA AMOSTRA DE TEXTOS EMBLEMÁTICOS NA HISTÓRIA DA CIÊNCIA GEOGRÁFICA.
[extrato: (...) paradigmas permitem-se identificar por certas marcas linguísticas que lhe seriam inerentes. Logo, é como se a cada tradição de pesquisa pudéssemos vincular um estilo de discurso, com respectivos vocabulário e retórica. A questão é que, para não dar sobrepeso ao ângulo externalista, equilibrando os vieses lógico e sociológico, incluímos um componente compensador ao protótipo: o argumento. Ele representaria o ângulo internalista; contemplando, por sua vez, o fato de as explanações em ciência serem compostas por elementos que se coordenam logicamente. (173)]

[PB95] Eratosthenes, uma web-rádio de divulgação (geo)científica

XVIII Seminário Nacional de História da Ciência e da Tecnologia

[05-09 Set. 2022, USP, São Paulo, Anais, 2f.]

NOTA SOBRE A CRIAÇÃO E DE UMA PLATAFORMA VIRTUAL QUE VISA RETRANSMITIR MATERIAIS SONOROS QUE DISCUTEM TEMAS RELACIONADOS À NATUREZA DA CIÊNCIA. MIRANDO ASPECTOS LÓGICOS E SOCIAIS ENVOLVIDOS NA PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO, A RÁDIO "ERATOSTHENES" (HTTPS://WWW.ERATOSTHENESWEBRADIO.COM/) REÚNE "PODCASTS" CRIADOS POR ALUNOS DA UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA, PARTICIPANTES DE UM PROJETO DE EXTENSÃO.

[extrato: “Uma grade de programação, segundo eixos temáticos e seus subtópicos pertinentes, procura contemplar um panorama de temas: linguagem científica; feminismo e multiculturalismo; objetividade e instrumentos; consensos e mudanças científicas; complexidade e emergência. Em uma era de fakenews e negacionismos tornou-se pertinente formular estratégias de abordagem que enalteçam os valores racionais do conhecimento científico; recuperando, assim, a credibilidade da ciência e protegendo as jovens gerações de ideologias inclinadas ao conspiracionismo... (p. 1)]
Link: https://www.even3.com.br/18snhct/

segunda-feira, 7 de novembro de 2022

[PB94] Ciência, obscurantismo e o papel potencial da geografia em comunicação científica

 Revista de Geografia (PPGEO - UFJF, MG)

[volume 12, número 1, p. 88-116, 2022 - primeira autora: Menieny Sander Pereira da Silva, Bacharelado/UnB]
RESULTADO DE UMA PESQUISA QUE PROCUROU SUGERIR PARA A CIÊNCIA GEOGRÁFICA UM PAPEL COLABORATIVO NOS ATUAIS EMPREEDIMENTOS DE COMBATE AO NEGACIONISMO. SÃO CARACTERIZADOS OS CAMPOS DA PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO (SALIENTANDO AS DISPUTAS EM TORNO  DA AUTORIDADE DA CIÊNCIA E OS DISCURSOS QUE DESCONFIAM DE SUA CONFIABILIDADE) E DA COMUNICAÇÃO JORNALÍSTICA (APRESENTANDO SEUS VALORES E DILEMAS, EM SE TRATANDO DA VULGARIZAÇÃO DE SABERES TÉCNICO-CIENTÍFICOS). A PARTIR DE UMA TIPOLOGIA DE NEGAÇÕES, PROPÕE-SE UM CONJUNTO DE TEMAS QUE, PELO PRISMA DA GEOGRAFIA, ELAS PODERIAM SER IDENTIFICADAS (E, ENTÃO, COMBATIDAS) POR UM PROFISSIONAL GEÓGRAFO ENGAJADO EM PROJETOS DE COMUNICAÇÃO PÚBLICA DA CIÊNCIA.
[extrato: Talvez  independentemente  do  assunto  em  pauta (saúde pública, formas e processos geofísicos), o componente psicológico do conspiracionismo seja o ponto mais  marcante nesta forma de  estratégia obscurantista: preferir acreditar que esferas poderosas financeiramente atuam para perpetuar  um estado de conhecimentos que enquanto o grande público incorporar como verdadeiros e inquestionáveis, seus interesses estarão garantidos. Como exemplificações, poderíamos dizer que tendem a ser candidatas bem credenciadas a teorias da conspiração a alegação de que empresas produtoras de sementes transgênicas pretendem ter domínio absoluto sobre o estoque e o consumo de alimentos em escala planetária; e a de que não há tanto risco assim em que as doenças se alastrem entre a população,  mas que isso é insistentemente alegado por um consorcio vil entre os setores médico e farmacêutico a fim de que ela fique aterrorizada e faça disparar o lucro das empresas fabricantes/vendedoras de vacinas. (108)]

sexta-feira, 14 de outubro de 2022

[PB93] Teorias e modelos na geografia contemporânea

Teorias na geografia II: manifestações da natureza (Org.: Eliseu S. Sposito; Guilherme dos S. Claudino)

[Rio de Janeiro: Consequência, 2022. 473p. (p. 93-131)]

CAPÍTULO EM QUE APRESENTAMOS, PRIMEIRAMENTE, A EVOLUÇÃO DAS CONCEPÇÕES DE ESTRUTURA TEÓRICA AO LONGO DA HISTÓRIA DA FILOSOFIA DA CIÊNCIA. CARACTERIZAMOS OS ATRIBUTOS PARTICULARES E AS RELAÇÕES ENTRE TEORIA E MODELO. E EXEMPLIFICAMOS O DESENVOLVIMENTO DE MODELAGEM TEÓRICA DE NATUREZA SISTÊMICA NA PRODUÇÃO DE DOIS AUTORES BRITÂNICOS, HERDEIROS DA REVOLUÇÃO TEORÉTICA E QUANTITATIVA - MICHAEL BATTY (EM ESTUDOS URBANOS) E RICHARD HUGGETT (EM ESTUDOS DE PAISAGEM).
[extrato: “Na Geografia [...] costuma-se pensar que seriam estritamente aqueles pesquisadores descendentes da caudalosa corrente que foi a GTQ os que poderíamos reconhecer serem usuários de 'modelos'. Em outras palavras, pesquisadores vinculados às geografias sociais – e que pratiquem linhas de estudo filosoficamente orientadas pelos matizes do humanismo, do estruturalismo e do pós-modernismo – não operariam pela via das modelagens ... embora trabalhassem, sim, com 'teorias'. Essa é, claramente, uma impressão ingênua; posto que não reconhece o sentido construtivista, funcional e pragmático dos modelos; e, por decorrência, não enxergando ser muito provável que lidem com alguma forma de modelagem sem sabê-lo. (p. 111-112)]
LINK: http://

segunda-feira, 8 de agosto de 2022

[PB92] Se o planeta é um todo sistêmico, uma filosofia das “ciências da terra” será um sistema de múltiplas filosofias das ciências?

XII Encuentro de Filosofía e Historia de la Ciencia del Cono Sur

[01-05 Ago. 2022, Universidad del Valle, Cali, Colombia, Anais, p. 16]
REFLEXÃO ACERCA DA RELAÇÃO ENTRE A NATUREZA INTERATIVA DE CERTAS ORDENS DE FENÔMENOS (DIMENSÃO ONTOLÓGICA) E OS CAMPOS METACIENTÍFICOS QUE SE DEBRUÇAM SOBRE CADA UMA DESTAS ORDENS (DIMENSÃO EPISTEMOLÓGICA).
[“(...) se 'geociências' incorporaram em suas explanações princípios que explicam dinâmicas litológicas, atmosféricas e hidrológicas; e se 'ecologia' esses mesmos princípios precisa aportar a fim de melhor descrever relações de interdependência entre meio físico e estruturas vivas; parece evidente que um campo ainda mais especializado, como 'geografia humana' p.ex. (que dos fatores anteriores se vale para explicar formas de ocupação humana do espaço) naturalmente indica um terceiro nível de complexidade.” (16).]
LINK: http://www.afhic.com/es/encuentro-afhic/

segunda-feira, 11 de outubro de 2021

[PB91] “Guerras da Ciência” e postura anticientífica em geografia

Boletim Alfenense de Geografia (Alfenas/MG)

[volume 1, número 1, p. 57-79, 2021 - primeiro autor: Neandher da S. P. Galvão, Mestrando/UnB]
É APRESENTADO O FAMOSO CASO DAS "SCIENCE WARS", DISPUTA ENTRE PRATICANTES E ANALISTAS DA CIÊNCIA EM TORNO DE QUEM DETÉM MAIOR CREDIBILIDADE PARA EXPLICAR O QUE CARACTERIZA O TRABALHO CIENTÍFICO. UMA DAS RUSGAS CONSISTIU EM QUE IMPORTÂNCIA ATRIBUIR AOS FATORES SOCIOCULTURAIS, ECONÔMICOS E POLÍTICOS NA DETERMINAÇÃO DO QUE OCORRE NO UNIVERSO DA CIÊNCIA - QUANDO, ENTÃO, UM ANTAGONISMO SE MANIFESTOU: MINIMIZAÇÃO VERSUS SUSTENTAÇÃO DOS PROTOCOLOS RACIONAIS DA MODERNIDADE. O TEXTO PROCURA EXPLORAR O QUE PODERIA SER UMA PROJEÇÃO DESTA DISPUTA NO ÂMBITO DA CIÊNCIA GEOGRÁFICA, TOMADO COMO CASO ILUSTRATIVO PARTE DO PENSAMENTO DE DAVID HARVEY.
[extrato: É possível estabelecer uma nomenclatura para esses grupos mais céticos quanto à ciência? Como vimos antes, Gross e Levitt (1998) se referem a eles como 'Esquerda Acadêmica', o que certamente englobaria não apenas os pós-modernos, mas inclusive escolas marxistas. Essa abertura, por sinal, nos favoreceria inserir David Harvey na arena de discussão. Porém, não seria prudente, menos ainda conveniente, uma vez que a medida poderia alimentar ideólogos do 'outro lado' do espectro político – haja vista o caso Sokal e sua 'armadilha'. Porque escândalos como o Sokal’s Hoax foram usados por ideólogos oportunistas (como o famigerado Olavo de Carvalho), que quiseram elogiar como uma 'proeza' o feito de 'mostrar a inépcia intelectual da esquerda acadêmica' (CARVALHO apud ÁVILA, 2013, p. 16). Portanto, é necessário um termo que seja mais temperado, e que, por isso, englobe mais do que meramente um alinhamento político. (71)]

sexta-feira, 6 de agosto de 2021

[PB90] Cartografia e modelagem: mapas como modelos da ciência geográfica

XII Principia International Symposium

[02-05 Ago. 2021, UFSC, Anais, p. 37-38]
APRESENTAÇÃO DO CASO "PRODUÇÃO DE MAPAS" (EM MÚLTIPLOS CONTEXTOS) COMO SENDO ILUSTRATIVO DE UMA PRÁTICA DE MODELAGEM. O MAPA SERIA, POR EXCELÊNCIA, UM MODELO DA GEOGRAFIA - E INDICARIAM ISSO SUAS CARACTERÍSTICAS "REPRESENTACIONAL", "PERSPECTIVA" E "PROVISÓRIA". ADEMAIS, A EXEMPLO DE OUTROS ARTEFATOS CIENTÍFICOS, ELE DETERIA UM SENTIDO LÓGICO/INTERNALISTA (NORMAS SEMIOLÓGICAS DE CONFECÇÃO) E UM SENTIDO SOCIOLÓGICO/EXTERNALISTA (VEICULAÇÃO DE IMAGINÁRIOS ANCORADOS EM CONTEXTO).
[extrato: (...) há sempre em jogo a operação de um intelecto que, simultaneamente, (i) reconhece a
existência de um 'objeto', (ii) estabelece um modo de 'tradução' de algumas de suas propriedades e (iii) informa ou condicionada um certo campo possível de 'significados'. Esses seriam os aspectos lógico-cognitivos subjacentes à prática da cartografia (...). (p. 37)]
Link: https://principia.ufsc.br/wp-content/uploads/2021/08/12th-principia-abstracts.pdf

segunda-feira, 26 de julho de 2021

[PB89] Onde o físico encontra o humano: proposição de um programa de pesquisa multidimensional para uma geografia da música baseada em ruído

 Punto Sur (Buenos Aires/Ar)

[número 4, p. 239-266, Ene./Jun. 2021 - primeira autora: Nina Puglia Oliveira, Doutoranda/UnB]
NO ARTIGO APRESENTAMOS A IDEIA SUBJACENTE DE QUE OS FENÔMENOS CULTURAL, ORGÂNICO E FÍSICO, POR SE DESENVOLVEREM SEGUNDO UMA ONTOLOGIA DA “EMERGÊNCIA”, DETÊM UM PROVÁVEL PODER DE INSTRUIR (EM CONFORMIDADE COM OS SABERES CONSTITUÍDOS NOS CAMPOS CIENTÍFICOS ESPECIALIZADOS) OS ESTUDOS A RESPEITO DE OBJETOS CUJA IDENTIDADE PAREÇA ENVOLVER UMA CONFLUÊNCIA DE FENÔMENOS DE ORDENS DIVERSAS. O CASO EXPLORADO É O DOS ESTUDOS SOBRE MÚSICA, QUE SUGERIMOS PRECISAREM ENVOLVER NECESSARIAMENTE UMA BASE FÍSICO-FISIOLÓGICA, MAS SEM QUE O ASPECTO (TAMBÉM) SOCIOCULTURAL DO OBJETO PRECISE SER COMPREENDIDO SEGUNDO UMA VISÃO DE REDUCIONISMO AO MUNDO MATERIAL.
[extrato: "[...] uma geografia da música (GM) pode ser tratada como uma emergência complexa a partir de uma geografia do ruído (GR), e que apenas vem à tona graças às existências precípuas do mundo físico (onde se encontram materiais e princípios de movimento, recursos naturais, dinâmicas de fluxo etc.) e do mundo vivo (sistemas biológicos cognitivamente qualificados)." (262)]
Link: http://revistascientificas.filo.uba.ar/index.php/RPS/article/view/10410/9109

segunda-feira, 10 de maio de 2021

[PB88] Geografia, essa estranha (des)conhecida: feitos e potencialidades da ciência geográfica no âmbito da epistemologia

Filosofía e historia de la ciencia y sociedad en Latinoamérica: volumen II: a filosofia das ciências sociais na América do Sul / ciencia, género(s) y feminismo(s) (Org.: Claudio Abreu; Federico Bernabé; Sandra Caponi; Alberto Oliva)

[Buenos Aires: AFHIC, 2021. 237p. (p. 42-65)]

CAPÍTULO QUE APRESENTA À COMUNIDADE DE PESQUISADORES LATINO-AMERICANOS EM HISTÓRIA E FILOSOFIA DAS CIÊNCIAS O CASO POUCO DIFUNDIDO DOS ESTUDOS EM HISTORIOGRAFIA E EPISTEMOLOGIA DA GEOGRAFIA. ISSO É FEITO A PARTIR DE TRÊS ÂNGULOS DE ABORDAGEM: UMA NARRATIVA QUE SUMARIA A TRAJETÓRIA EVOLUTIVA DA CIÊNCIA GEOGRÁFICA; UM PANORAMA DAS PESQUISAS FILOSÓFICAS SOBRE A NATUREZA DA DISCIPLINA; E A PROPOSIÇÃO DE UM MODELO DE ABORDAGEM METACIENTÍFICA QUE SE CARACTERIZARIA PELA GEOGRAFICIDADE DA PERSPECTIVA ANALÍTICA.
[extrato: "[...] aspectos outros, inerentes à análise espacial, poderiam ascender aos estudos de segunda ordem; sofisticando um pouco mais as abordagens geográficas da Epistemologia. Nos referimos, em particular, a estudos de dinâmica regional que mesclam insights geofísicos e fitológicos – quando, então, dois ângulos de análise passariam a prefigurar como fecundos: um, que poria em destaque a ideia de epicentro (fenômeno que, uma vez eclodido, desencadeia dinâmica de reverberações sucessivas); e outro, que chamaria a atenção para as características de uma das etapas da evolução irrompida (o período fértil do epicentro)." (p. 60)]
LINK: http://www.afhic.com/wp-content/uploads/2021/05/AFHIC_VolumenII.pdf