Geografia (Rio Claro/SP)
[volume 38, número 1, p. 5-36, Jan./Abr. 2013]
ARTIGO EM QUE APONTAMOS O CASO DE UM EPICENTRO DIFUSOR DO IDEÁRIO TEORÉTICO-QUANTITATIVISTA EM TERRITÓRIO FRANCÊS. ESTA HISTORIOGRAFIA (COMPOSTA EM DUAS PARTES) DESTACA AS CIRCUNSTÂNCIAS CONJUNTURAIS - PROPÍCIAS, ENTÃO, AO SURGIMENTO DE UMA AGREMIAÇÃO DE PERSONAGENS DEDICADOS ÀQUELA CAUSA ("GRUPO DUPONT") -, BEM COMO REVELA OS "PRODUTOS" ADVINDOS DO ESFORÇO DE ATORES LOCAIS: UMA REVISTA, QUE SERÁ SEU VEÍCULO DE REFLEXÕES E ESTUDOS DE APLICAÇÃO, E UM CONGRESSO BIANUAL - POR SINAL, ATÉ HOJE EXISTENTE. E O "ESFORÇO" DE QUE FALAMOS TEM A VER COM DOIS IMPORTANTES FATOS: FOI UM EMPREENDIMENTO "SUBVERSIVO" (DE TÃO IMPROVÁVEL) NUM CONTEXTO ESPACIAL QUE HAVIA SIDO, DESDE UM SÉCULO ATRÁS, SIMPLESMENTE O BERÇO DAQUILO CONTRA O QUÊ ESSES PERSONAGENS SE POSICIONARIAM; E É UMA DEMONSTRAÇÃO DA LONGEVIDADE DO TÍPICO DISCURSO TEORÉTICO (EM PROL, POIS, DE PESQUISAS ORIENTADAS POR TEORIZAÇÃO ROBUSTA E CRITÉRIOS AUSTEROS DE VERIFICAÇÃO) - JÁ QUE O GRUPO SE MANTÉM ATIVO DOS ANOS 1970 ATÉ HOJE.
[extrato: "... essa convergência (apesar de tudo) existente entre os integrantes do GD traduz-se em quatro ideários gerais: 1º) exigência de que se proceda de modo rigoroso (portanto científico) no estudo da organização do espaço; 2º) consenso sobre o estatuto social da ciência geográfica (o que de maneira nenhuma extirpa a investigação do quadro físico tornada, nas últimas décadas, até um clamor); 3º) certeza de que se abandonou o paradigma clássico da causalidade para, uma vez absorvendo o pensamento sistemista e adotando a prática da modelagem, reconhecer um novo império, o da complexidade (mesmas causas não produzirão sempre mesmos efeitos!); e 4º) compromisso intransigente com a reflexão epistemológica, posto que, praticando-a, fatalmente retira-se a Geografia de um nocivo isolamento. Estas são as quatro vigas-mestras do GD" (p. 30)]
LINK#1: http://www.periodicos.rc.biblioteca.unesp.br/index.php/ageteo/article/view/7518
LINK#2: http://repositorio.unb.br/handle/10482/21817
LINK#3: http://www.groupe-dupont.org/Seminaire/2013_ReisDJ/Geografia[v.38,n.1,2013].pdf
sábado, 16 de março de 2013
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
[PB59] Desacato aos papas: uma historiografia da geografia teorética francesa (parte um)
Geografia (Rio Claro/SP)
[volume 37, número 3, p. 343-365, Set./Dez. 2012]
ARTIGO EM QUE APONTAMOS O CASO DE UM EPICENTRO DIFUSOR DO IDEÁRIO TEORÉTICO-QUANTITATIVISTA EM TERRITÓRIO FRANCÊS. ESTA HISTORIOGRAFIA (COMPOSTA EM DUAS PARTES) DESTACA AS CIRCUNSTÂNCIAS CONJUNTURAIS - PROPÍCIAS, ENTÃO, AO SURGIMENTO DE UMA AGREMIAÇÃO DE PERSONAGENS DEDICADOS ÀQUELA CAUSA ("GRUPO DUPONT") -, BEM COMO REVELA OS "PRODUTOS" ADVINDOS DO ESFORÇO DE ATORES LOCAIS: UMA REVISTA, QUE SERÁ SEU VEÍCULO DE REFLEXÕES E ESTUDOS DE APLICAÇÃO, E UM CONGRESSO BIANUAL - POR SINAL, ATÉ HOJE EXISTENTE. E O "ESFORÇO" DE QUE FALAMOS TEM A VER COM DOIS IMPORTANTES FATOS: FOI UM EMPREENDIMENTO "SUBVERSIVO" (DE TÃO IMPROVÁVEL) NUM CONTEXTO ESPACIAL QUE HAVIA SIDO, DESDE UM SÉCULO ATRÁS, SIMPLESMENTE O BERÇO DAQUILO CONTRA O QUÊ ESSES PERSONAGENS SE POSICIONARIAM; E É UMA DEMONSTRAÇÃO DA LONGEVIDADE DO TÍPICO DISCURSO TEORÉTICO (EM PROL, POIS, DE PESQUISAS ORIENTADAS POR TEORIZAÇÃO ROBUSTA E CRITÉRIOS AUSTEROS DE VERIFICAÇÃO) - JÁ QUE O GRUPO SE MANTÉM ATIVO DOS ANOS 1970 ATÉ HOJE.
[extrato: "... o nome de batismo, Dupont, deveu-se a um motivo bem mais figurativo: uma antiga opereta intitulada 'Na Ponte de Avignon' (Sur le Pont d'Avignon), consagrada no final do século dezenove, embora remontando ao dezesseis. Os mestres moços reconheciam-se, assim, como os 'meninos da ponte': Enfants Dupont. Ponte em que, por muito e muito tempo, dançou-se em círculos ao som da mesma fastidiosa melodia. Esses meninos eram, por conseguinte, filhos (de talvez netos) do paradigma vidaliano, experimentando na carne sua exaustão." (p. 347-348)]
LINK#1: http://www.periodicos.rc.biblioteca.unesp.br/index.php/ageteo/article/view/7634
LINK#2: http://repositorio.unb.br/handle/10482/21818
LINK#3: http://www.groupe-dupont.org/Seminaire/2013_ReisDJ/Geografia[v.37,n.3,2012].pdf
[volume 37, número 3, p. 343-365, Set./Dez. 2012]
ARTIGO EM QUE APONTAMOS O CASO DE UM EPICENTRO DIFUSOR DO IDEÁRIO TEORÉTICO-QUANTITATIVISTA EM TERRITÓRIO FRANCÊS. ESTA HISTORIOGRAFIA (COMPOSTA EM DUAS PARTES) DESTACA AS CIRCUNSTÂNCIAS CONJUNTURAIS - PROPÍCIAS, ENTÃO, AO SURGIMENTO DE UMA AGREMIAÇÃO DE PERSONAGENS DEDICADOS ÀQUELA CAUSA ("GRUPO DUPONT") -, BEM COMO REVELA OS "PRODUTOS" ADVINDOS DO ESFORÇO DE ATORES LOCAIS: UMA REVISTA, QUE SERÁ SEU VEÍCULO DE REFLEXÕES E ESTUDOS DE APLICAÇÃO, E UM CONGRESSO BIANUAL - POR SINAL, ATÉ HOJE EXISTENTE. E O "ESFORÇO" DE QUE FALAMOS TEM A VER COM DOIS IMPORTANTES FATOS: FOI UM EMPREENDIMENTO "SUBVERSIVO" (DE TÃO IMPROVÁVEL) NUM CONTEXTO ESPACIAL QUE HAVIA SIDO, DESDE UM SÉCULO ATRÁS, SIMPLESMENTE O BERÇO DAQUILO CONTRA O QUÊ ESSES PERSONAGENS SE POSICIONARIAM; E É UMA DEMONSTRAÇÃO DA LONGEVIDADE DO TÍPICO DISCURSO TEORÉTICO (EM PROL, POIS, DE PESQUISAS ORIENTADAS POR TEORIZAÇÃO ROBUSTA E CRITÉRIOS AUSTEROS DE VERIFICAÇÃO) - JÁ QUE O GRUPO SE MANTÉM ATIVO DOS ANOS 1970 ATÉ HOJE.
[extrato: "... o nome de batismo, Dupont, deveu-se a um motivo bem mais figurativo: uma antiga opereta intitulada 'Na Ponte de Avignon' (Sur le Pont d'Avignon), consagrada no final do século dezenove, embora remontando ao dezesseis. Os mestres moços reconheciam-se, assim, como os 'meninos da ponte': Enfants Dupont. Ponte em que, por muito e muito tempo, dançou-se em círculos ao som da mesma fastidiosa melodia. Esses meninos eram, por conseguinte, filhos (de talvez netos) do paradigma vidaliano, experimentando na carne sua exaustão." (p. 347-348)]
LINK#1: http://www.periodicos.rc.biblioteca.unesp.br/index.php/ageteo/article/view/7634
LINK#2: http://repositorio.unb.br/handle/10482/21818
LINK#3: http://www.groupe-dupont.org/Seminaire/2013_ReisDJ/Geografia[v.37,n.3,2012].pdf
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
[PB58] A filosofia positivista na história da ciência geográfica: fatos e contrafatos
V Seminário de História e Filosofia da Ciência
[26-29 Nov. 2012, UFABC, Anais, p. 29-33]
COMUNICAÇÃO QUESTIONANDO A SUPOSIÇÃO (CORRENTE EM LITERATURA) DE QUE HAVERIA UMA RELAÇÃO DE CORRESPONDÊNCIA OU SUBJACÊNCIA ENTRE PRINCÍPIOS CIENTÍFICOS E PRECEITOS FILOSÓFICOS (ISTO É, DE QUE ESTARÍAMOS AUTORIZADOS ENTÃO A FALAR QUE, NO CASO DA GEOGRAFIA, AS ESCOLAS OU CORRENTES SERIAM INOCULADAS POR RESPECTIVOS SISTEMAS DE PENSAMENTO FILOSÓFICO). TOMANDO OS CASOS EMBLEMÁTICOS "GEOGRAFIA CLÁSSICA" E "GEOGRAFIA TEORÉTICA E QUANTITATIVA" (NORMALMENTE ENTENDIDOS COMO DE LINHAGEM POSITIVISTA), SUSTENTAMOS QUE, APESAR DO SEGUNDO CASO TER INCORPORADO DE FORMA RELATIVAMENTE MAIS EVIDENTE AS CLÁUSULAS DO POSITIVISMO LÓGICO, O PRIMEIRO CASO CHEGA A APRESENTAR CARACTERÍSTICAS QUE CONTRARIAM PRECEITOS DO POSITIVISMO - FATO QUE TORNA, PORTANTO, IMPRECISA A "ROTULAÇÃO FILOSÓFICA" DOS ESTILOS DE PENSAMENTO GEOGRÁFICO.
[extrato: "Entretanto, como afirmamos no início, talvez possamos também detectar sinais que insinuariam a tese contrária; de “contra-inoculações”, por assim dizer. Primeiramente porque o estatuto positivista que mitifica a noção de “lei” legitimou a pretensão em, a partir de certo número delas, engendrar teorias específicas – e por estas (definidoras que são de relações entre fenômenos) chegar a fazer predições bem sucedidas. Bem, mas ocorre que essa ambição não foi verificada no período clássico da Geografia; muito pelo contrário. Embora estivesse contida nos discursos a máxima de que, na articulação dos casos regionais, se identificariam certos princípios de regramento, os representantes da Traditional Geography demonstrarão uma inflexível resistência ao raciocínio generalizante (ao esprit de système). Noutras palavras, para o geógrafo clássico interpretar os fenômenos por meio de protótipos teóricos significava omitir as ricas peculiaridades – ou o “caráter único” – das regiões que inventariavam." (p. 31)]
SOLICITE UMA CÓPIA! (dantereis@unb.br)
[26-29 Nov. 2012, UFABC, Anais, p. 29-33]
COMUNICAÇÃO QUESTIONANDO A SUPOSIÇÃO (CORRENTE EM LITERATURA) DE QUE HAVERIA UMA RELAÇÃO DE CORRESPONDÊNCIA OU SUBJACÊNCIA ENTRE PRINCÍPIOS CIENTÍFICOS E PRECEITOS FILOSÓFICOS (ISTO É, DE QUE ESTARÍAMOS AUTORIZADOS ENTÃO A FALAR QUE, NO CASO DA GEOGRAFIA, AS ESCOLAS OU CORRENTES SERIAM INOCULADAS POR RESPECTIVOS SISTEMAS DE PENSAMENTO FILOSÓFICO). TOMANDO OS CASOS EMBLEMÁTICOS "GEOGRAFIA CLÁSSICA" E "GEOGRAFIA TEORÉTICA E QUANTITATIVA" (NORMALMENTE ENTENDIDOS COMO DE LINHAGEM POSITIVISTA), SUSTENTAMOS QUE, APESAR DO SEGUNDO CASO TER INCORPORADO DE FORMA RELATIVAMENTE MAIS EVIDENTE AS CLÁUSULAS DO POSITIVISMO LÓGICO, O PRIMEIRO CASO CHEGA A APRESENTAR CARACTERÍSTICAS QUE CONTRARIAM PRECEITOS DO POSITIVISMO - FATO QUE TORNA, PORTANTO, IMPRECISA A "ROTULAÇÃO FILOSÓFICA" DOS ESTILOS DE PENSAMENTO GEOGRÁFICO.
[extrato: "Entretanto, como afirmamos no início, talvez possamos também detectar sinais que insinuariam a tese contrária; de “contra-inoculações”, por assim dizer. Primeiramente porque o estatuto positivista que mitifica a noção de “lei” legitimou a pretensão em, a partir de certo número delas, engendrar teorias específicas – e por estas (definidoras que são de relações entre fenômenos) chegar a fazer predições bem sucedidas. Bem, mas ocorre que essa ambição não foi verificada no período clássico da Geografia; muito pelo contrário. Embora estivesse contida nos discursos a máxima de que, na articulação dos casos regionais, se identificariam certos princípios de regramento, os representantes da Traditional Geography demonstrarão uma inflexível resistência ao raciocínio generalizante (ao esprit de système). Noutras palavras, para o geógrafo clássico interpretar os fenômenos por meio de protótipos teóricos significava omitir as ricas peculiaridades – ou o “caráter único” – das regiões que inventariavam." (p. 31)]
SOLICITE UMA CÓPIA! (dantereis@unb.br)
terça-feira, 20 de novembro de 2012
[PB57] Aspectos históricos e conceituais da biogeografia: problemas de identidade e formação no Brasil
III Encontro Nacional de História do Pensamento Geográfico e I Encontro Nacional de Geografia Histórica
[05-10 Nov. 2012, CCMN-UFRJ, Rio de Janeiro, Anais, 20f. - primeiro autor: Ananda S. Rosa, UnB]
COMUNICAÇÃO DOS RESULTADOS DE UMA PESQUISA DESENVOLVIDA POR ALUNA DE GRADUAÇÃO, A RESPEITO DO STATUS PRECÁRIO DO SUBCAMPO BIOGEOGRÁFICO NA FORMAÇÃO UNIVERSITÁRIA. À BASE DE UM EXAME DE CASOS BRASILEIROS (AMOSTRA DE UNIVERSIDADES FEDERAIS), SUSTENTAMOS QUE ESSA FORMAÇÃO, ALÉM DE NÃO POSSUIR UMA IDENTIDADE PROPRIAMENTE "GEOGRÁFICA" (ISTO É, CONTEMPLANDO O TÃO AMBICIONADO PROPÓSITO DE DESVELAR OS NEXOS CAUSAIS OPERANTES NA INTERFACE SOCIEDADE-NATUREZA), NÃO PREVÊ, EM GERAL, UMA INSTRUÇÃO PRÉVIA SOBRE OS SUBSÍDIOS QUE SERIAM NECESSÁRIOS DIANTE DO TIPO DE ABORDAGEM (ESSENCIALMENTE "ECOLÓGICA") QUE A MAIORIA DOS CURSOS PARECE PRIVILEGIAR.
[extrato: "Os Programas de Biogeografia compreendem, de uma maneira geral, o estudo dos conceitos básicos da Ecologia, além de algum tópico consagrado à história de formação da própria disciplina. Porém, a matéria, em geral, não costuma exigir os pré-requisitos que seriam necessários para uma 'compreensão total' desta área do saber. Em vez disso, são exigidos pré-requisitos de uma típica 'formação básica' em Geografia (Climatologia, Geomorfologia). Ecologia, Zoologia e Botânica, desta forma, deveriam ser apresentadas como disciplinas do currículo mínimo em Geografia, a fim de favorecer uma mais eficiente compreensão da proposta epistemológica (essencialmente sistêmica, como se depreende) da Biogeografia. Ademais, os conceitos básicos - bem como a aplicação de técnicas em campo - deveriam ser melhor destrinchados por outras disciplinas, anteriores à Biogeografia, no intuito de propiciar, de fato, a apreensão teórica e a boa desenvoltura técnica nesta área de conhecimento." (p. 12)]
SOLICITE UMA CÓPIA! (dantereis@unb.br)
LINK: http://www.reativarambiental.com/2016/12/biogeografia-aspectos-historicos-e.html
[05-10 Nov. 2012, CCMN-UFRJ, Rio de Janeiro, Anais, 20f. - primeiro autor: Ananda S. Rosa, UnB]
COMUNICAÇÃO DOS RESULTADOS DE UMA PESQUISA DESENVOLVIDA POR ALUNA DE GRADUAÇÃO, A RESPEITO DO STATUS PRECÁRIO DO SUBCAMPO BIOGEOGRÁFICO NA FORMAÇÃO UNIVERSITÁRIA. À BASE DE UM EXAME DE CASOS BRASILEIROS (AMOSTRA DE UNIVERSIDADES FEDERAIS), SUSTENTAMOS QUE ESSA FORMAÇÃO, ALÉM DE NÃO POSSUIR UMA IDENTIDADE PROPRIAMENTE "GEOGRÁFICA" (ISTO É, CONTEMPLANDO O TÃO AMBICIONADO PROPÓSITO DE DESVELAR OS NEXOS CAUSAIS OPERANTES NA INTERFACE SOCIEDADE-NATUREZA), NÃO PREVÊ, EM GERAL, UMA INSTRUÇÃO PRÉVIA SOBRE OS SUBSÍDIOS QUE SERIAM NECESSÁRIOS DIANTE DO TIPO DE ABORDAGEM (ESSENCIALMENTE "ECOLÓGICA") QUE A MAIORIA DOS CURSOS PARECE PRIVILEGIAR.
[extrato: "Os Programas de Biogeografia compreendem, de uma maneira geral, o estudo dos conceitos básicos da Ecologia, além de algum tópico consagrado à história de formação da própria disciplina. Porém, a matéria, em geral, não costuma exigir os pré-requisitos que seriam necessários para uma 'compreensão total' desta área do saber. Em vez disso, são exigidos pré-requisitos de uma típica 'formação básica' em Geografia (Climatologia, Geomorfologia). Ecologia, Zoologia e Botânica, desta forma, deveriam ser apresentadas como disciplinas do currículo mínimo em Geografia, a fim de favorecer uma mais eficiente compreensão da proposta epistemológica (essencialmente sistêmica, como se depreende) da Biogeografia. Ademais, os conceitos básicos - bem como a aplicação de técnicas em campo - deveriam ser melhor destrinchados por outras disciplinas, anteriores à Biogeografia, no intuito de propiciar, de fato, a apreensão teórica e a boa desenvoltura técnica nesta área de conhecimento." (p. 12)]
SOLICITE UMA CÓPIA! (dantereis@unb.br)
LINK: http://www.reativarambiental.com/2016/12/biogeografia-aspectos-historicos-e.html
terça-feira, 23 de outubro de 2012
[PB52] História da ciência geográfica: espectro temático e uma versão descritiva
Cadernos de História da Ciência (Instituto Butantan, São Paulo)
[volume 7, número 1, p. 11-33, 2011]
ARTIGO QUE DIVULGA JUNTO À COMUNIDADE DE HISTORIADORES DA CIÊNCIA UMA VERSÃO PANORÂMICA DA EVOLUÇÃO DA GEOGRAFIA. E DADO O QUASE NULO CONHECIMENTO QUE ESTES PESQUISADORES TÊM ACERCA DAS PARTICULARIDADES DOS ESTUDOS HISTORIOGRÁFICOS EMPREENDIDOS EM GEOGRAFIA, O TEXTO PREVÊ TAMBÉM EM SUA INTRODUÇÃO UMA ABORDAGEM SUCINTA SOBRE OS PRINCIPAIS EIXOS TEMÁTICOS QUE O GEÓGRAFO INTERESSADO EM HISTÓRIA DA CIÊNCIA VEM DESENVOLVENDO NAS ÚLTIMAS DÉCADAS.
["O efeito colateral que mais se fez sentir na identidade do campo disciplinar foi, sem dúvida, a gradativa transfiguração curricular dos cursos universitários. Em não poucos casos, Departamentos de Geografia que antes integravam Institutos de Geociências - num âmbito, portanto, de convivência com ciências experimentais e exatas - passaram a ser abrigados em Institutos de Ciências Humanas ou Faculdades de Filosofia e Letras. É claro que isso significava transladar o mesmo estranho 'ornitorrinco' de um lugar para outro: se a vizinhança geológica pudera achar exótico os colegas lidarem, com suposta igual desenvoltura, com o temário sociocultural, à nova vizinhança sociológica não soaria com menor estranheza o novo inquilino ser capaz de trazer ao argumento a lógica de processos atmosféricos. De todo modo, se a disciplina ainda guardaria, na retina do olhar 'de fora', essa embaraçosa identidade dúplice - herdada, como vimos, da Era de Ouro -, na visão do 'lado de dentro', foi-se consolidando uma visão de geografia do discurso ideológico. No Brasil, em especial, a vertente neomarxista foi a que soube se expandir mais eficientemente. E é, por assim dizer, a 'vitoriosa' nos ambientes universitários..." (p. 27-28)]
{ERRATA: leia-se "reducionismo escalar", e não "... escolar" (p. 30)}
LINK#1: https://bibliotecadigital.butantan.gov.br/arquivos/32/PDF/v7n1a01.pdf
LINK#2: http://periodicos.ses.sp.bvs.br/pdf/chci/v7n1/v7n1a01.pdf
[volume 7, número 1, p. 11-33, 2011]
ARTIGO QUE DIVULGA JUNTO À COMUNIDADE DE HISTORIADORES DA CIÊNCIA UMA VERSÃO PANORÂMICA DA EVOLUÇÃO DA GEOGRAFIA. E DADO O QUASE NULO CONHECIMENTO QUE ESTES PESQUISADORES TÊM ACERCA DAS PARTICULARIDADES DOS ESTUDOS HISTORIOGRÁFICOS EMPREENDIDOS EM GEOGRAFIA, O TEXTO PREVÊ TAMBÉM EM SUA INTRODUÇÃO UMA ABORDAGEM SUCINTA SOBRE OS PRINCIPAIS EIXOS TEMÁTICOS QUE O GEÓGRAFO INTERESSADO EM HISTÓRIA DA CIÊNCIA VEM DESENVOLVENDO NAS ÚLTIMAS DÉCADAS.
["O efeito colateral que mais se fez sentir na identidade do campo disciplinar foi, sem dúvida, a gradativa transfiguração curricular dos cursos universitários. Em não poucos casos, Departamentos de Geografia que antes integravam Institutos de Geociências - num âmbito, portanto, de convivência com ciências experimentais e exatas - passaram a ser abrigados em Institutos de Ciências Humanas ou Faculdades de Filosofia e Letras. É claro que isso significava transladar o mesmo estranho 'ornitorrinco' de um lugar para outro: se a vizinhança geológica pudera achar exótico os colegas lidarem, com suposta igual desenvoltura, com o temário sociocultural, à nova vizinhança sociológica não soaria com menor estranheza o novo inquilino ser capaz de trazer ao argumento a lógica de processos atmosféricos. De todo modo, se a disciplina ainda guardaria, na retina do olhar 'de fora', essa embaraçosa identidade dúplice - herdada, como vimos, da Era de Ouro -, na visão do 'lado de dentro', foi-se consolidando uma visão de geografia do discurso ideológico. No Brasil, em especial, a vertente neomarxista foi a que soube se expandir mais eficientemente. E é, por assim dizer, a 'vitoriosa' nos ambientes universitários..." (p. 27-28)]
{ERRATA: leia-se "reducionismo escalar", e não "... escolar" (p. 30)}
LINK#1: https://bibliotecadigital.butantan.gov.br/arquivos/32/PDF/v7n1a01.pdf
LINK#2: http://periodicos.ses.sp.bvs.br/pdf/chci/v7n1/v7n1a01.pdf
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
[PB56] Entre o contexto e a linguagem: a evolução do "histórico" e do "filosófico" na ciência geográfica
VIII Encuentro de Filosofía e Historia de la Ciencia del Cono Sur
[16-20 Out. 2012, Universidad de Santiago de Chile, Anais, p. 221-222]
COMUNICAÇÃO EM QUE SUSTENTAMOS QUE MAIS ALÉM DOS ASPECTOS (POTENCIAIS CONDICIONANTES) DE ORDEM HISTÓRICA, HÁ TAMBÉM OS ELEMENTOS A VER COM "PREMISSAS FILOSÓFICAS" (POR SUA VEZ BASTANTE RELACIONADOS COM CERTOS SISTEMAS DE PENSAMENTO) QUE PODEM EXPLICAR, TANTO OU MAIS, O ADVENTO DOS MATIZES TEÓRICO-METODOLÓGICOS DA GEOGRAFIA. NA MESMA COMUNICAÇÃO É DEFENDIDA A TESE DE QUE A EVOLUÇÃO DA CIÊNCIA GEOGRÁFICA PRESSUPÕE A OCORRÊNCIA DE UMA "TRIFURCAÇÃO" (DE "GC" EM "GTQ", "GCR" E "GHP") E DUAS NOTÁVEIS "INFLEXÕES" (DE "GC" PARA "GTQ"; E, DEPOIS, DE "GC", "GTQ" E "GCR" PARA "GHP").
[extrato: "...a trifurcação de que falamos (de GC em GTQ, GCR e GHP) teria se dado por força de um compromisso com a ideia de princípio causal replicável – característica não verificada entre os geógrafos clássicos; bastante refratários aos juízos do tipo determinístico. Já as inflexões teriam sido verificadas, primeiramente, com este compromisso nomotético despertado nos anos sessenta e, depois, com a concessão a uma geografia interessada por aspectos imateriais, tais como o da experiência afetiva com os lugares – destoando, pois, da perspectiva materialista verificada em GC, GTQ e GCR" (p. 221)]
SOLICITE UMA CÓPIA! (dantereis@unb.br)
[16-20 Out. 2012, Universidad de Santiago de Chile, Anais, p. 221-222]
COMUNICAÇÃO EM QUE SUSTENTAMOS QUE MAIS ALÉM DOS ASPECTOS (POTENCIAIS CONDICIONANTES) DE ORDEM HISTÓRICA, HÁ TAMBÉM OS ELEMENTOS A VER COM "PREMISSAS FILOSÓFICAS" (POR SUA VEZ BASTANTE RELACIONADOS COM CERTOS SISTEMAS DE PENSAMENTO) QUE PODEM EXPLICAR, TANTO OU MAIS, O ADVENTO DOS MATIZES TEÓRICO-METODOLÓGICOS DA GEOGRAFIA. NA MESMA COMUNICAÇÃO É DEFENDIDA A TESE DE QUE A EVOLUÇÃO DA CIÊNCIA GEOGRÁFICA PRESSUPÕE A OCORRÊNCIA DE UMA "TRIFURCAÇÃO" (DE "GC" EM "GTQ", "GCR" E "GHP") E DUAS NOTÁVEIS "INFLEXÕES" (DE "GC" PARA "GTQ"; E, DEPOIS, DE "GC", "GTQ" E "GCR" PARA "GHP").
[extrato: "...a trifurcação de que falamos (de GC em GTQ, GCR e GHP) teria se dado por força de um compromisso com a ideia de princípio causal replicável – característica não verificada entre os geógrafos clássicos; bastante refratários aos juízos do tipo determinístico. Já as inflexões teriam sido verificadas, primeiramente, com este compromisso nomotético despertado nos anos sessenta e, depois, com a concessão a uma geografia interessada por aspectos imateriais, tais como o da experiência afetiva com os lugares – destoando, pois, da perspectiva materialista verificada em GC, GTQ e GCR" (p. 221)]
SOLICITE UMA CÓPIA! (dantereis@unb.br)
terça-feira, 11 de setembro de 2012
[PB55] Metáforas naturalistas nas ciências sociais: os casos da economia e da geografia
XIII Seminário Nacional de História da Ciência e da Tecnologia
[03-06 Set. 2012, USP, São Paulo, Anais, 15f. - segundo-autor: Glória M. Vargas, GEA/UnB]
ENSAIO A PROPÓSITO DA APROXIMAÇÃO METODOLÓGICA (CONCEITUAL E/OU TÉCNICA) COM AS CIÊNCIAS NATURAIS, A PARTIR DOS SÉCULOS XVIII E XIX - MAS COM SINAIS LONGEVOS TAMBÉM NO XX. NESTA COMUNICAÇÃO, SUSTENTAMOS QUE A TRANSPOSIÇÃO DE MODELOS NATURALISTAS PARA AS CIÊNCIAS SOCIAIS OU NÃO FOI DURADOURA (CASO DA GEOGRAFIA), OU NÃO FOI IMPETUOSA (CASO DA ECONOMIA). ADEMAIS, AQUELA APROXIMAÇÃO NÃO É VISTA POR NÓS COMO UM EPISÓDIO REPROVÁVEL; AO CONTRÁRIO, SUGERIMOS QUE O LAMENTÁVEL É QUE ELA NÃO TENHA PREVISTO A INCORPORAÇÃO DE MODELOS NATURALISTA À ÉPOCA JÁ MAIS ARROJADOS E CONTEMPLANDO DINÂMICAS IRREGULARES - PORTANTO, MAIS ADEQUADAS À COMPLEXIDADE DOS PROCESSOS ECONÔMICOS E AMBIENTAIS.
[extrato: "Existem, a nosso juízo, duas explicações possíveis (e, por sinal, não excludentes) para o embaraço em especial do geógrafo, diante dos protótipos teóricos mais abstratos: formação deficiente e difusão de uma geografia social antipositivista. Alimentando-se uma da outra, estas razões vêm a obstaculizar todo empreendimento que anteveja na jurisdição das modernas CN’s boas trilhas a seguir. Neste sentido, constatações revividas ao longo dos anos 1970 – de que, primeiro, as interpretações naturalistas em geopolítica haviam ajudado a tornar a Geografia uma ciência servil a ideologias de dominação, e que, segundo, a New Geography seria um novo golpe da razão capitalista no desígnio de fazer parecerem “naturais” os processos de hierarquização regional e mundial –, terminaram impossibilitando, e mesmo censurando, um contínuo acompanhamento da sofisticação teórica junto às CN’s. Por isso, restou na Geografia a impressão (por fim, equivocada) de que modelos naturalistas seriam todos fatalmente reducionistas e determinísticos – o que, então, tornava proibitivos os ensaios de transposição. Ou seja, o temor do positivismo vendou os olhos do geógrafo para a modernização ocorrida nos protótipos teóricos naturalistas. E apesar das tímidas e pontuais ocorrências de recurso à linguagem sistêmica (verificadas em alguns pesquisadores teorético-quantitativistas mais audaciosos – inclusive brasileiros), os empreendimentos só puderam redundar limitados. Seja pelo pouco fôlego dispensado em contínuos estudos aplicados, seja pela interpretação nem sempre fidedigna das estruturas teóricas" (p. 12-13, grifo nosso)]
LINK: http://www.sbhc.org.br/resources/anais/10/1342384612_ARQUIVO_ReisJr&Vargas_Completo_.pdf
D.O.I.: 10.13140/2.1.5158.4806
[03-06 Set. 2012, USP, São Paulo, Anais, 15f. - segundo-autor: Glória M. Vargas, GEA/UnB]
ENSAIO A PROPÓSITO DA APROXIMAÇÃO METODOLÓGICA (CONCEITUAL E/OU TÉCNICA) COM AS CIÊNCIAS NATURAIS, A PARTIR DOS SÉCULOS XVIII E XIX - MAS COM SINAIS LONGEVOS TAMBÉM NO XX. NESTA COMUNICAÇÃO, SUSTENTAMOS QUE A TRANSPOSIÇÃO DE MODELOS NATURALISTAS PARA AS CIÊNCIAS SOCIAIS OU NÃO FOI DURADOURA (CASO DA GEOGRAFIA), OU NÃO FOI IMPETUOSA (CASO DA ECONOMIA). ADEMAIS, AQUELA APROXIMAÇÃO NÃO É VISTA POR NÓS COMO UM EPISÓDIO REPROVÁVEL; AO CONTRÁRIO, SUGERIMOS QUE O LAMENTÁVEL É QUE ELA NÃO TENHA PREVISTO A INCORPORAÇÃO DE MODELOS NATURALISTA À ÉPOCA JÁ MAIS ARROJADOS E CONTEMPLANDO DINÂMICAS IRREGULARES - PORTANTO, MAIS ADEQUADAS À COMPLEXIDADE DOS PROCESSOS ECONÔMICOS E AMBIENTAIS.
[extrato: "Existem, a nosso juízo, duas explicações possíveis (e, por sinal, não excludentes) para o embaraço em especial do geógrafo, diante dos protótipos teóricos mais abstratos: formação deficiente e difusão de uma geografia social antipositivista. Alimentando-se uma da outra, estas razões vêm a obstaculizar todo empreendimento que anteveja na jurisdição das modernas CN’s boas trilhas a seguir. Neste sentido, constatações revividas ao longo dos anos 1970 – de que, primeiro, as interpretações naturalistas em geopolítica haviam ajudado a tornar a Geografia uma ciência servil a ideologias de dominação, e que, segundo, a New Geography seria um novo golpe da razão capitalista no desígnio de fazer parecerem “naturais” os processos de hierarquização regional e mundial –, terminaram impossibilitando, e mesmo censurando, um contínuo acompanhamento da sofisticação teórica junto às CN’s. Por isso, restou na Geografia a impressão (por fim, equivocada) de que modelos naturalistas seriam todos fatalmente reducionistas e determinísticos – o que, então, tornava proibitivos os ensaios de transposição. Ou seja, o temor do positivismo vendou os olhos do geógrafo para a modernização ocorrida nos protótipos teóricos naturalistas. E apesar das tímidas e pontuais ocorrências de recurso à linguagem sistêmica (verificadas em alguns pesquisadores teorético-quantitativistas mais audaciosos – inclusive brasileiros), os empreendimentos só puderam redundar limitados. Seja pelo pouco fôlego dispensado em contínuos estudos aplicados, seja pela interpretação nem sempre fidedigna das estruturas teóricas" (p. 12-13, grifo nosso)]
LINK: http://www.sbhc.org.br/resources/anais/10/1342384612_ARQUIVO_ReisJr&Vargas_Completo_.pdf
D.O.I.: 10.13140/2.1.5158.4806
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