sexta-feira, 1 de setembro de 2023

[PB99] Abordagens geográficas em textos de historiadores da ciência: um programa de pesquisa

Estudos Geográficos (Universidade Estadual Paulista)

[volume 21, número 1, p. 17-38, 2023]
APRESENTAÇÃO DOS PRIMEIROS RESULTADOS DE UM PROJETO DE PESQUISA DE LONGO PRAZO QUE PRETENDE IDENTIFICAR MODOS DE EXPRESSAR A DIMENSÃO ESPACIAL DAS PRÁTICAS CIENTÍFICAS EM LIVROS DE HISTÓRIA DA CIÊNCIA. O ESTUDO TOMA COMO OBJETO DE ANÁLISE AUTORES MUITO RECONHECIDOS POR TEREM CONTRIBUÍDO À HISTORIOGRAFIA DE SEUS CAMPOS DISCIPLINARES. E O OBJETIVO É SABER SE NOS TEXTOS EXISTEM EXPLÍCITAS OU IMPLÍCITAS REFERÊNCIAS A QUESTÕES A VER COM O CARÁTER SITUADO DA PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO OU COM O FATO DAS IDEIAS E DAS TÉCNICAS TRANSITAREM ENTRE DISTINTOS LUGARES. ESSA PRIMEIRA TEMPORADA DO ESTUDO, BASEADA EM CINCO AUTORES, REGISTROU UMA SIGNIFICATIVA OCORRÊNCIA DE MENÇÃO A PAÍSES E CIDADES (INDICANDO UMA  "GEOGRAFIA" DE  ACEPÇÃO BASTANTE TRADICIONALISTA), EMBORA OS AUTORES TAMBÉM DEEM CERTO REALCE A AMBIENTES ESPECIAIS DE EXERCÍCIO INTELECTUAL OU PRÁTICO, TAIS COMO BIBLIOTECAS E HOSPITAIS.
[extrato: “(...) é certo que, se dentro já da própria comunidade de geógrafos não é ponto pacífico a eleição de uma perspectiva prioritária para a realização dos estudos, talvez nem devêssemos esperar realmente que pesquisadores de fora da Geografia viessem a convergir em uma concepção nítida (mutuamente  identificada por eles e reconhecida como válida por nós) sobre o que é o ‘geográfico’ ali em suas explanações.” (35)]

segunda-feira, 21 de agosto de 2023

[PB98] Aprendendo sobre a natureza da ciência pelos lugares de produção do conhecimento

V Conferência Latinoamericana do IHPST

[09-11 Ago. 2023, UFRGS, Porto Alegre, Anais, 1f.]

SUSTENTAÇÃO DA IDEIA DE QUE ABORDAR A "DIMENSÃO GEOGRÁFICA" DA PRÁTICA CIENTÍFICA - FRISANDO. EM PARTICULAR, O FATO DE QUE ELA SE DÁ EM LUGARES ESPECIAIS - COLABORA AO APRENDIZADO DO CARÁTER COMPLEXO DA CIÊNCIA: ISTO É, O FATO DE SUA PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO ENVOLVER, DE UM LADO, ASPECTOS LÓGICOS E NORMATIVOS (QUE SERÃO VERIFICADOS NAS ROTINAS SISTEMÁTICAS DE CADA "LÓCUS") E, DE OUTRO, ASPECTOS MAIS CONJUNTURAIS E EPISÓDICOS (QUE PODERÃO TAMBÉM SER IDENTIFICADOS EM CADA CONTEXTO ESPACIAL ANALISADO).
[extrato: “O 'onde' em que a ciência se realiza permite a exploração de situações espaciais 'híbridas', na medida em que integram tanto a normatividade racional do fazer científico (se pensarmos, por exemplo, nas rotinas técnicas verificadas em saídas de campo ou em experimentos laboratoriais), quanto a força condicionante das circunstâncias em que se insere a prática científica (pensando agora nos problemas locais que estejam exigindo solução ou, então, na acessibilidade a recursos para a pesquisa, diante da conjuntura econômica local).” (p. 1)]
Link: https://www.researchgate.net/publication/373120089_Aprendendo_sobre_a_natureza_da_ciencia_pelos_lugares_de_producao_do_conhecimento

terça-feira, 15 de agosto de 2023

[PB97] Aprendizagem cooperativa em tempos de Covid-19: uma experiência de ensino coordenado de epistemologia e metodologia

Educação em Foco (Universidade do Estado de Minas Gerais)

[volume 26, número 48, p. 1-27, 2023]
RELATO A RESPEITO DE UM EXPERIMENTO DIDÁTICO ENVOLVENDO ALUNOS CALOUROS E VETERANOS DO CURSO DE LICENCIATURA EM GEOGRAFIA DA UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA. TRATA-SE DA EXPOSIÇÃO DE UMA ATIVIDADE QUE FOI CONCEBIDA E EXECUTADA DURANTE A TEMPORADA DE "ENSINO REMOTO", QUANDO DA PANDEMIA DE COVID-19. PROPUSEMOS UMA DINÂMICA INTERATIVA, PELA QUAL OS ESTUDANTES DA DISCIPLINA DE "METODOLOGIA DA GEOGRAFIA" (MG) APRESENTARIAM SEUS PROJETOS DE INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA A GRUPOS DE ESTUDANTES CURSANDO A DISCIPLINA DE "INTRODUÇÃO À CIÊNCIA GEOGRÁFICA" (ICG). A IDEIA ERA QUE OS PRIMEIROS EXERCITASSEM HABILIDADES ARGUMENTATIVAS; ENQUANTO OS SEGUNDOS, JUÍZOS CRÍTICOS - AMBAS AS FACULDADES DESENVOLVIDAS DENTRO DE UM PROPÓSITO DE RECONHECER E PRATICAR OS VALORES DO PENSAMENTO CIENTÍFICO. A EXPERIÊNCIA TAMBÉM SERVIU PARA TESTAR A VERSATILIDADE DOS NOVOS DISPOSITIVOS TECNOLÓGICOS E SEU USO POTENCIAL EM ATIVIDADES DIDÁTICAS COM INTERAÇÃO A DISTÂNCIA.
[extrato: “O  aspecto  prático  das  disciplinas  pressupunha  uma  interação do tipo 'cooperativa'. Com o exercício, tínhamos o propósito de ocasionar a que os calouros percebessem as projeções prática e aplicada da teoria científica em situações concretas – no caso, tomando conhecimento dos planos de investigação  elaborados  por  alunos  veteranos  de  MG. (...) A ideia, para os alunos de MG, era que desenvolvessem estratégias didáticas para comunicar a esse público ingressante no mundo universitário (com ainda poucos subsídios sobre a natureza da prática científica em Geografia) suas intenções investigativas.” (11)]

[PB96] Um modelo linguístico para o ensino de epistemologia

Revista Electrónica de Enseñanza de las Ciencias (Universidad de Vigo, Esp)

[volume 22, número 1, p. 171-195, 2023]
DESIGN DE UM PROTÓTIPO PARA A AVALIAÇÃO DA IDENTIDADE EPISTEMOLÓGICA DE SISTEMAS DE PENSAMENTO MEDIANTE ASPECTOS DA LINGUAGEM. O MODELO PROCURA COORDENAR FATORES DE ORDEM LÓGICO-COGNITIVA (COMPONENTE "ARGUMENTO") E FATORES DE ORDEM SOCIOLÓGICO-CONTEXTUAL (COMPONENTES "VOCABULÁRIO" E "RETÓRICA" - INTEGRADOS PELA NOÇÃO GERAL DE DISCURSO). RECORRE-SE A REFERÊNCIAS DE RESPALDO NOS CAMPOS DA LINGUÍSTICA E DA FILOSOFIA DA CIÊNCIA, A FIM DE DEMONSTRAR QUE O ESQUEMA DETÉM POTENCIALIDADE PARA QUE ALUNOS EXERCITEM UM DIAGNÓSTICO MAIS SISTEMÁTICO ACERCA DO FUNDAMENTO LINGUÍSTICO DAS CORRENTES, PARADIGMAS OU TENDÊNCIAS CIENTÍFICAS. NA QUALIDADE DE "ENSAIO DE APLICAÇÃO", PROJETAMOS O MODELO SOBRE UMA AMOSTRA DE TEXTOS EMBLEMÁTICOS NA HISTÓRIA DA CIÊNCIA GEOGRÁFICA.
[extrato: “(...) paradigmas permitem-se identificar por certas marcas linguísticas que lhe seriam inerentes. Logo, é como se a cada tradição de pesquisa pudéssemos vincular um estilo de discurso, com respectivos vocabulário e retórica. A questão é que, para não dar sobrepeso ao ângulo externalista, equilibrando os vieses lógico e sociológico, incluímos um componente compensador ao protótipo: o argumento. Ele representaria o ângulo internalista; contemplando, por sua vez, o fato de as explanações em ciência serem compostas por elementos que se coordenam logicamente.” (173)]

[PB95] Eratosthenes, uma web-rádio de divulgação (geo)científica

XVIII Seminário Nacional de História da Ciência e da Tecnologia

[05-09 Set. 2022, USP, São Paulo, Anais, 2f.]

NOTA SOBRE A CRIAÇÃO E DE UMA PLATAFORMA VIRTUAL QUE VISA RETRANSMITIR MATERIAIS SONOROS QUE DISCUTEM TEMAS RELACIONADOS À NATUREZA DA CIÊNCIA. MIRANDO ASPECTOS LÓGICOS E SOCIAIS ENVOLVIDOS NA PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO, A RÁDIO "ERATOSTHENES" (HTTPS://WWW.ERATOSTHENESWEBRADIO.COM/) REÚNE "PODCASTS" CRIADOS POR ALUNOS DA UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA, PARTICIPANTES DE UM PROJETO DE EXTENSÃO.

[extrato: “Uma grade de programação, segundo eixos temáticos e seus subtópicos pertinentes, procura contemplar um panorama de temas: linguagem científica; feminismo e multiculturalismo; objetividade e instrumentos; consensos e mudanças científicas; complexidade e emergência. Em uma era de fakenews e negacionismos tornou-se pertinente formular estratégias de abordagem que enalteçam os valores racionais do conhecimento científico; recuperando, assim, a credibilidade da ciência e protegendo as jovens gerações de ideologias inclinadas ao conspiracionismo...” (p. 1)]
Link: https://www.even3.com.br/18snhct/

segunda-feira, 7 de novembro de 2022

[PB94] Ciência, obscurantismo e o papel potencial da geografia em comunicação científica

 Revista de Geografia (PPGEO - UFJF, MG)

[volume 12, número 1, p. 88-116, 2022 - primeira autora: Menieny Sander Pereira da Silva, Bacharelado/UnB]
RESULTADO DE UMA PESQUISA QUE PROCUROU SUGERIR PARA A CIÊNCIA GEOGRÁFICA UM PAPEL COLABORATIVO NOS ATUAIS EMPREEDIMENTOS DE COMBATE AO NEGACIONISMO. SÃO CARACTERIZADOS OS CAMPOS DA PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO (SALIENTANDO AS DISPUTAS EM TORNO  DA AUTORIDADE DA CIÊNCIA E OS DISCURSOS QUE DESCONFIAM DE SUA CONFIABILIDADE) E DA COMUNICAÇÃO JORNALÍSTICA (APRESENTANDO SEUS VALORES E DILEMAS, EM SE TRATANDO DA VULGARIZAÇÃO DE SABERES TÉCNICO-CIENTÍFICOS). A PARTIR DE UMA TIPOLOGIA DE NEGAÇÕES, PROPÕE-SE UM CONJUNTO DE TEMAS QUE, PELO PRISMA DA GEOGRAFIA, ELAS PODERIAM SER IDENTIFICADAS (E, ENTÃO, COMBATIDAS) POR UM PROFISSIONAL GEÓGRAFO ENGAJADO EM PROJETOS DE COMUNICAÇÃO PÚBLICA DA CIÊNCIA.
[extrato: “Talvez  independentemente  do  assunto  em  pauta (saúde pública, formas e processos geofísicos), o componente psicológico do conspiracionismo seja o ponto mais  marcante nesta forma de  estratégia obscurantista: preferir acreditar que esferas poderosas financeiramente atuam para perpetuar  um estado de conhecimentos que enquanto o grande público incorporar como verdadeiros e inquestionáveis, seus interesses estarão garantidos. Como exemplificações, poderíamos dizer que tendem a ser candidatas bem credenciadas a teorias da conspiração a alegação de que empresas produtoras de sementes transgênicas pretendem ter domínio absoluto sobre o estoque e o consumo de alimentos em escala planetária; e a de que não há tanto risco assim em que as doenças se alastrem entre a população,  mas que isso é insistentemente alegado por um consorcio vil entre os setores médico e farmacêutico a fim de que ela fique aterrorizada e faça disparar o lucro das empresas fabricantes/vendedoras de vacinas.” (108)]

sexta-feira, 14 de outubro de 2022

[PB93] Teorias e modelos na geografia contemporânea

Teorias na geografia II: manifestações da natureza (Org.: Eliseu S. Sposito; Guilherme dos S. Claudino)

[Rio de Janeiro: Consequência, 2022. 473p. (p. 93-131)]

CAPÍTULO EM QUE APRESENTAMOS, PRIMEIRAMENTE, A EVOLUÇÃO DAS CONCEPÇÕES DE ESTRUTURA TEÓRICA AO LONGO DA HISTÓRIA DA FILOSOFIA DA CIÊNCIA. CARACTERIZAMOS OS ATRIBUTOS PARTICULARES E AS RELAÇÕES ENTRE TEORIA E MODELO. E EXEMPLIFICAMOS O DESENVOLVIMENTO DE MODELAGEM TEÓRICA DE NATUREZA SISTÊMICA NA PRODUÇÃO DE DOIS AUTORES BRITÂNICOS, HERDEIROS DA REVOLUÇÃO TEORÉTICA E QUANTITATIVA - MICHAEL BATTY (EM ESTUDOS URBANOS) E RICHARD HUGGETT (EM ESTUDOS DE PAISAGEM).
[extrato: “Na Geografia [...] costuma-se pensar que seriam estritamente aqueles pesquisadores descendentes da caudalosa corrente que foi a GTQ os que poderíamos reconhecer serem usuários de 'modelos'. Em outras palavras, pesquisadores vinculados às geografias sociais – e que pratiquem linhas de estudo filosoficamente orientadas pelos matizes do humanismo, do estruturalismo e do pós-modernismo – não operariam pela via das modelagens ... embora trabalhassem, sim, com 'teorias'. Essa é, claramente, uma impressão ingênua; posto que não reconhece o sentido construtivista, funcional e pragmático dos modelos; e, por decorrência, não enxergando ser muito provável que lidem com alguma forma de modelagem sem sabê-lo.” (p. 111-112)]
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