Cadernos de História da Ciência (Instituto Butantan, São Paulo)
[volume 7, número 1, p. 11-33, 2011]
ARTIGO QUE DIVULGA JUNTO À COMUNIDADE DE HISTORIADORES DA CIÊNCIA UMA VERSÃO PANORÂMICA DA EVOLUÇÃO DA GEOGRAFIA. E DADO O QUASE NULO CONHECIMENTO QUE ESTES PESQUISADORES TÊM ACERCA DAS PARTICULARIDADES DOS ESTUDOS HISTORIOGRÁFICOS EMPREENDIDOS EM GEOGRAFIA, O TEXTO PREVÊ TAMBÉM EM SUA INTRODUÇÃO UMA ABORDAGEM SUCINTA SOBRE OS PRINCIPAIS EIXOS TEMÁTICOS QUE O GEÓGRAFO INTERESSADO EM HISTÓRIA DA CIÊNCIA VEM DESENVOLVENDO NAS ÚLTIMAS DÉCADAS.
["O efeito colateral que mais se fez sentir na identidade do campo disciplinar foi, sem dúvida, a gradativa transfiguração curricular dos cursos universitários. Em não poucos casos, Departamentos de Geografia que antes integravam Institutos de Geociências - num âmbito, portanto, de convivência com ciências experimentais e exatas - passaram a ser abrigados em Institutos de Ciências Humanas ou Faculdades de Filosofia e Letras. É claro que isso significava transladar o mesmo estranho 'ornitorrinco' de um lugar para outro: se a vizinhança geológica pudera achar exótico os colegas lidarem, com suposta igual desenvoltura, com o temário sociocultural, à nova vizinhança sociológica não soaria com menor estranheza o novo inquilino ser capaz de trazer ao argumento a lógica de processos atmosféricos. De todo modo, se a disciplina ainda guardaria, na retina do olhar 'de fora', essa embaraçosa identidade dúplice - herdada, como vimos, da Era de Ouro -, na visão do 'lado de dentro', foi-se consolidando uma visão de geografia do discurso ideológico. No Brasil, em especial, a vertente neomarxista foi a que soube se expandir mais eficientemente. E é, por assim dizer, a 'vitoriosa' nos ambientes universitários..." (p. 27-28)]
{ERRATA: leia-se "reducionismo escalar", e não "... escolar" (p. 30)}
LINK#1: https://bibliotecadigital.butantan.gov.br/arquivos/32/PDF/v7n1a01.pdf
LINK#2: http://periodicos.ses.sp.bvs.br/pdf/chci/v7n1/v7n1a01.pdf
terça-feira, 23 de outubro de 2012
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
[PB56] Entre o contexto e a linguagem: a evolução do "histórico" e do "filosófico" na ciência geográfica
VIII Encuentro de Filosofía e Historia de la Ciencia del Cono Sur
[16-20 Out. 2012, Universidad de Santiago de Chile, Anais, p. 221-222]
COMUNICAÇÃO EM QUE SUSTENTAMOS QUE MAIS ALÉM DOS ASPECTOS (POTENCIAIS CONDICIONANTES) DE ORDEM HISTÓRICA, HÁ TAMBÉM OS ELEMENTOS A VER COM "PREMISSAS FILOSÓFICAS" (POR SUA VEZ BASTANTE RELACIONADOS COM CERTOS SISTEMAS DE PENSAMENTO) QUE PODEM EXPLICAR, TANTO OU MAIS, O ADVENTO DOS MATIZES TEÓRICO-METODOLÓGICOS DA GEOGRAFIA. NA MESMA COMUNICAÇÃO É DEFENDIDA A TESE DE QUE A EVOLUÇÃO DA CIÊNCIA GEOGRÁFICA PRESSUPÕE A OCORRÊNCIA DE UMA "TRIFURCAÇÃO" (DE "GC" EM "GTQ", "GCR" E "GHP") E DUAS NOTÁVEIS "INFLEXÕES" (DE "GC" PARA "GTQ"; E, DEPOIS, DE "GC", "GTQ" E "GCR" PARA "GHP").
[extrato: "...a trifurcação de que falamos (de GC em GTQ, GCR e GHP) teria se dado por força de um compromisso com a ideia de princípio causal replicável – característica não verificada entre os geógrafos clássicos; bastante refratários aos juízos do tipo determinístico. Já as inflexões teriam sido verificadas, primeiramente, com este compromisso nomotético despertado nos anos sessenta e, depois, com a concessão a uma geografia interessada por aspectos imateriais, tais como o da experiência afetiva com os lugares – destoando, pois, da perspectiva materialista verificada em GC, GTQ e GCR" (p. 221)]
SOLICITE UMA CÓPIA! (dantereis@unb.br)
[16-20 Out. 2012, Universidad de Santiago de Chile, Anais, p. 221-222]
COMUNICAÇÃO EM QUE SUSTENTAMOS QUE MAIS ALÉM DOS ASPECTOS (POTENCIAIS CONDICIONANTES) DE ORDEM HISTÓRICA, HÁ TAMBÉM OS ELEMENTOS A VER COM "PREMISSAS FILOSÓFICAS" (POR SUA VEZ BASTANTE RELACIONADOS COM CERTOS SISTEMAS DE PENSAMENTO) QUE PODEM EXPLICAR, TANTO OU MAIS, O ADVENTO DOS MATIZES TEÓRICO-METODOLÓGICOS DA GEOGRAFIA. NA MESMA COMUNICAÇÃO É DEFENDIDA A TESE DE QUE A EVOLUÇÃO DA CIÊNCIA GEOGRÁFICA PRESSUPÕE A OCORRÊNCIA DE UMA "TRIFURCAÇÃO" (DE "GC" EM "GTQ", "GCR" E "GHP") E DUAS NOTÁVEIS "INFLEXÕES" (DE "GC" PARA "GTQ"; E, DEPOIS, DE "GC", "GTQ" E "GCR" PARA "GHP").
[extrato: "...a trifurcação de que falamos (de GC em GTQ, GCR e GHP) teria se dado por força de um compromisso com a ideia de princípio causal replicável – característica não verificada entre os geógrafos clássicos; bastante refratários aos juízos do tipo determinístico. Já as inflexões teriam sido verificadas, primeiramente, com este compromisso nomotético despertado nos anos sessenta e, depois, com a concessão a uma geografia interessada por aspectos imateriais, tais como o da experiência afetiva com os lugares – destoando, pois, da perspectiva materialista verificada em GC, GTQ e GCR" (p. 221)]
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terça-feira, 11 de setembro de 2012
[PB55] Metáforas naturalistas nas ciências sociais: os casos da economia e da geografia
XIII Seminário Nacional de História da Ciência e da Tecnologia
[03-06 Set. 2012, USP, São Paulo, Anais, 15f. - segundo-autor: Glória M. Vargas, GEA/UnB]
ENSAIO A PROPÓSITO DA APROXIMAÇÃO METODOLÓGICA (CONCEITUAL E/OU TÉCNICA) COM AS CIÊNCIAS NATURAIS, A PARTIR DOS SÉCULOS XVIII E XIX - MAS COM SINAIS LONGEVOS TAMBÉM NO XX. NESTA COMUNICAÇÃO, SUSTENTAMOS QUE A TRANSPOSIÇÃO DE MODELOS NATURALISTAS PARA AS CIÊNCIAS SOCIAIS OU NÃO FOI DURADOURA (CASO DA GEOGRAFIA), OU NÃO FOI IMPETUOSA (CASO DA ECONOMIA). ADEMAIS, AQUELA APROXIMAÇÃO NÃO É VISTA POR NÓS COMO UM EPISÓDIO REPROVÁVEL; AO CONTRÁRIO, SUGERIMOS QUE O LAMENTÁVEL É QUE ELA NÃO TENHA PREVISTO A INCORPORAÇÃO DE MODELOS NATURALISTA À ÉPOCA JÁ MAIS ARROJADOS E CONTEMPLANDO DINÂMICAS IRREGULARES - PORTANTO, MAIS ADEQUADAS À COMPLEXIDADE DOS PROCESSOS ECONÔMICOS E AMBIENTAIS.
[extrato: "Existem, a nosso juízo, duas explicações possíveis (e, por sinal, não excludentes) para o embaraço em especial do geógrafo, diante dos protótipos teóricos mais abstratos: formação deficiente e difusão de uma geografia social antipositivista. Alimentando-se uma da outra, estas razões vêm a obstaculizar todo empreendimento que anteveja na jurisdição das modernas CN’s boas trilhas a seguir. Neste sentido, constatações revividas ao longo dos anos 1970 – de que, primeiro, as interpretações naturalistas em geopolítica haviam ajudado a tornar a Geografia uma ciência servil a ideologias de dominação, e que, segundo, a New Geography seria um novo golpe da razão capitalista no desígnio de fazer parecerem “naturais” os processos de hierarquização regional e mundial –, terminaram impossibilitando, e mesmo censurando, um contínuo acompanhamento da sofisticação teórica junto às CN’s. Por isso, restou na Geografia a impressão (por fim, equivocada) de que modelos naturalistas seriam todos fatalmente reducionistas e determinísticos – o que, então, tornava proibitivos os ensaios de transposição. Ou seja, o temor do positivismo vendou os olhos do geógrafo para a modernização ocorrida nos protótipos teóricos naturalistas. E apesar das tímidas e pontuais ocorrências de recurso à linguagem sistêmica (verificadas em alguns pesquisadores teorético-quantitativistas mais audaciosos – inclusive brasileiros), os empreendimentos só puderam redundar limitados. Seja pelo pouco fôlego dispensado em contínuos estudos aplicados, seja pela interpretação nem sempre fidedigna das estruturas teóricas" (p. 12-13, grifo nosso)]
LINK: http://www.sbhc.org.br/resources/anais/10/1342384612_ARQUIVO_ReisJr&Vargas_Completo_.pdf
D.O.I.: 10.13140/2.1.5158.4806
[03-06 Set. 2012, USP, São Paulo, Anais, 15f. - segundo-autor: Glória M. Vargas, GEA/UnB]
ENSAIO A PROPÓSITO DA APROXIMAÇÃO METODOLÓGICA (CONCEITUAL E/OU TÉCNICA) COM AS CIÊNCIAS NATURAIS, A PARTIR DOS SÉCULOS XVIII E XIX - MAS COM SINAIS LONGEVOS TAMBÉM NO XX. NESTA COMUNICAÇÃO, SUSTENTAMOS QUE A TRANSPOSIÇÃO DE MODELOS NATURALISTAS PARA AS CIÊNCIAS SOCIAIS OU NÃO FOI DURADOURA (CASO DA GEOGRAFIA), OU NÃO FOI IMPETUOSA (CASO DA ECONOMIA). ADEMAIS, AQUELA APROXIMAÇÃO NÃO É VISTA POR NÓS COMO UM EPISÓDIO REPROVÁVEL; AO CONTRÁRIO, SUGERIMOS QUE O LAMENTÁVEL É QUE ELA NÃO TENHA PREVISTO A INCORPORAÇÃO DE MODELOS NATURALISTA À ÉPOCA JÁ MAIS ARROJADOS E CONTEMPLANDO DINÂMICAS IRREGULARES - PORTANTO, MAIS ADEQUADAS À COMPLEXIDADE DOS PROCESSOS ECONÔMICOS E AMBIENTAIS.
[extrato: "Existem, a nosso juízo, duas explicações possíveis (e, por sinal, não excludentes) para o embaraço em especial do geógrafo, diante dos protótipos teóricos mais abstratos: formação deficiente e difusão de uma geografia social antipositivista. Alimentando-se uma da outra, estas razões vêm a obstaculizar todo empreendimento que anteveja na jurisdição das modernas CN’s boas trilhas a seguir. Neste sentido, constatações revividas ao longo dos anos 1970 – de que, primeiro, as interpretações naturalistas em geopolítica haviam ajudado a tornar a Geografia uma ciência servil a ideologias de dominação, e que, segundo, a New Geography seria um novo golpe da razão capitalista no desígnio de fazer parecerem “naturais” os processos de hierarquização regional e mundial –, terminaram impossibilitando, e mesmo censurando, um contínuo acompanhamento da sofisticação teórica junto às CN’s. Por isso, restou na Geografia a impressão (por fim, equivocada) de que modelos naturalistas seriam todos fatalmente reducionistas e determinísticos – o que, então, tornava proibitivos os ensaios de transposição. Ou seja, o temor do positivismo vendou os olhos do geógrafo para a modernização ocorrida nos protótipos teóricos naturalistas. E apesar das tímidas e pontuais ocorrências de recurso à linguagem sistêmica (verificadas em alguns pesquisadores teorético-quantitativistas mais audaciosos – inclusive brasileiros), os empreendimentos só puderam redundar limitados. Seja pelo pouco fôlego dispensado em contínuos estudos aplicados, seja pela interpretação nem sempre fidedigna das estruturas teóricas" (p. 12-13, grifo nosso)]
LINK: http://www.sbhc.org.br/resources/anais/10/1342384612_ARQUIVO_ReisJr&Vargas_Completo_.pdf
D.O.I.: 10.13140/2.1.5158.4806
[PB54] A nova geografia física bertrandiana (é possível tornar humanístico um fisiógrafo?)
Revista GeoNorte (Manaus)
[volume 3, número 7, p. 34-46, 2012]
VERSÃO TEXTUAL DE CONFERÊNCIA PROFERIDA NO "VII SEMINÁRIO LATINO-AMERICANO E III IBERO-AMERICANO DE GEOGRAFIA FÍSICA" (MANAUS, 11-16JUN.), EM MESA INTITULADA "EPISTEMOLOGIA EM GEOGRAFIA FÍSICA". TRATA-SE DA DIVULGAÇÃO DO ESTADO ATUAL DO PENSAMENTO GEOGRÁFICO DE GEORGES BERTRAND, O QUAL NOS PERMITE TRAÇAR UMA GENEALOGIA DO TIPO "GEOSSISTEMA>GTP>SPT" (EM QUE O "SPT", "SYSTÈME PAYSAGER TERRITORIALISÉ" FIGURA COMO, APARENTEMENTE, O MODELO SUCESSOR DA PROPOSTA TRIPOLAR DE 1991). O TEXTO TAMBÉM VEICULA DOIS DOCUMENTOS DE TRADUÇÃO INÉDITA EM LÍNGUA PORTUGUESA: A CARTA QUE ANDRÉ CHOLLEY (1886-1968) ENDEREÇOU A BERTRAND, CRITICANDO O TEOR "SISTEMISTA" DO ARTIGO QUE LOGO SERIA EDITADO (1968); E O CONTO "O VÔO DA POMBA" ("L'ENVOL DE LA COLOMBE"), ESCRITO POR BERTRAND, E QUE, EM TOM METAFÓRICO, FALA DA NECESSIDADE DE UMA PAISAGEM "MAIS PROFUNDA". NO ENCERRAMENTO DO TEXTO, NOTICIAMOS O RECENTE ENCONTRO DE BERTRAND COM ARMAND FRÉMONT - ENCONTRO QUE PODE RESULTAR, PROXIMAMENTE, NUM ARTIGO A QUATRO MÃOS, EMPREENDENDO O QUE, POR FORÇA DAS CIRCUNSTÂNCIAS, NÃO FOI POSSÍVEL NOS ANOS SETENTA: UMA MISCIGENAÇÃO ENTRE "GEOSSISTEMA" E "ESPAÇO VIVIDO".
[extrato: "Mais enciclopédicos, os saberes com os quais o geógrafo biofísico operaria o levariam, agora realmente, àquela 'globalidade' ansiada em 68. Pois que de volta ao cerne de seus argumentos, a paisagem em sua versão mais recente obtivera uma outra espessura, se a compararmos ao paysage clássico. 'Espessura' resultante da supressão de uma camada que se lhe incrustou com o tempo (a da estetização excessiva) e, consequentemente, do realce ou acréscimo de certas três novas camadas: o aproveitamento da Ecologia Científica (que, em outros termos, significa para Bertrand a 'renaturalização' de P); a habilitação a um juízo planificador (que, por sua vez, significa converter P – via ganho de dimensão territorial –, de mera noção, em instrumento propriamente conceitual ... útil, pois, a projetos de intervenção); e a consideração da perspectiva dos imaginários culturais (entendidos como influenciados pela ordem natural configuradora dos lugares e, portanto, relevantes aos projetos políticos de intermediação)." (p. 38)]
LINK: http://www.periodicos.ufam.edu.br/revista-geonorte/article/view/1900
[volume 3, número 7, p. 34-46, 2012]
VERSÃO TEXTUAL DE CONFERÊNCIA PROFERIDA NO "VII SEMINÁRIO LATINO-AMERICANO E III IBERO-AMERICANO DE GEOGRAFIA FÍSICA" (MANAUS, 11-16JUN.), EM MESA INTITULADA "EPISTEMOLOGIA EM GEOGRAFIA FÍSICA". TRATA-SE DA DIVULGAÇÃO DO ESTADO ATUAL DO PENSAMENTO GEOGRÁFICO DE GEORGES BERTRAND, O QUAL NOS PERMITE TRAÇAR UMA GENEALOGIA DO TIPO "GEOSSISTEMA>GTP>SPT" (EM QUE O "SPT", "SYSTÈME PAYSAGER TERRITORIALISÉ" FIGURA COMO, APARENTEMENTE, O MODELO SUCESSOR DA PROPOSTA TRIPOLAR DE 1991). O TEXTO TAMBÉM VEICULA DOIS DOCUMENTOS DE TRADUÇÃO INÉDITA EM LÍNGUA PORTUGUESA: A CARTA QUE ANDRÉ CHOLLEY (1886-1968) ENDEREÇOU A BERTRAND, CRITICANDO O TEOR "SISTEMISTA" DO ARTIGO QUE LOGO SERIA EDITADO (1968); E O CONTO "O VÔO DA POMBA" ("L'ENVOL DE LA COLOMBE"), ESCRITO POR BERTRAND, E QUE, EM TOM METAFÓRICO, FALA DA NECESSIDADE DE UMA PAISAGEM "MAIS PROFUNDA". NO ENCERRAMENTO DO TEXTO, NOTICIAMOS O RECENTE ENCONTRO DE BERTRAND COM ARMAND FRÉMONT - ENCONTRO QUE PODE RESULTAR, PROXIMAMENTE, NUM ARTIGO A QUATRO MÃOS, EMPREENDENDO O QUE, POR FORÇA DAS CIRCUNSTÂNCIAS, NÃO FOI POSSÍVEL NOS ANOS SETENTA: UMA MISCIGENAÇÃO ENTRE "GEOSSISTEMA" E "ESPAÇO VIVIDO".
[extrato: "Mais enciclopédicos, os saberes com os quais o geógrafo biofísico operaria o levariam, agora realmente, àquela 'globalidade' ansiada em 68. Pois que de volta ao cerne de seus argumentos, a paisagem em sua versão mais recente obtivera uma outra espessura, se a compararmos ao paysage clássico. 'Espessura' resultante da supressão de uma camada que se lhe incrustou com o tempo (a da estetização excessiva) e, consequentemente, do realce ou acréscimo de certas três novas camadas: o aproveitamento da Ecologia Científica (que, em outros termos, significa para Bertrand a 'renaturalização' de P); a habilitação a um juízo planificador (que, por sua vez, significa converter P – via ganho de dimensão territorial –, de mera noção, em instrumento propriamente conceitual ... útil, pois, a projetos de intervenção); e a consideração da perspectiva dos imaginários culturais (entendidos como influenciados pela ordem natural configuradora dos lugares e, portanto, relevantes aos projetos políticos de intermediação)." (p. 38)]
LINK: http://www.periodicos.ufam.edu.br/revista-geonorte/article/view/1900
quarta-feira, 13 de junho de 2012
[PB53] História da ciência geográfica: uma versão descritiva e um estudo de caso brasileiro
I Congresso Internacional Geociências na CPLP
[12-19 Mai. 2012, Universidade de Coimbra, Anais, p. 262 - segundo-autor: Mario D. de Araujo Neto, GEA/UnB]
*publicado também, em versão completa, como capítulo do livro Para aprender com a Terra: memórias e notícias de geociências no espaço lusófono [HENRIQUES, M. H. et al. (Coord.). Coimbra: Universidade de Coimbra, 2012. 416p. Livro 2: secção 5. (p. 403-412)]
VERSÃO SINÓPTICA DA EVOLUÇÃO DA DISCIPLINA, ENTRE O CONTEXTO DE SUA INSTITUCIONALIZAÇÃO (SÉC.19) E O ATUAL QUADRO DE PERDA DE CREDIBILIDADE CIENTÍFICA. NA COMUNICAÇÃO, SUSTENTAMOS QUE OS GEÓGRAFOS, A DESPEITO DE DOIS ENSEJOS OPORTUNOS AO APROFUNDAMENTO DO TÔNUS CIENTÍFICO (ISTO É, AS APROXIMAÇÕES VERIFICADAS COM AS CIÊNCIAS NATURAIS NO PERÍODO CLÁSSICO E NO PERÍODO PÓS-GUERRA), ABANDONARAM DELIBERADAMENTE O RECINTO DAS GEOCIÊNCIAS, CONVERTENDO-SE EM MEROS PREGADORES DE UM DISCURSO POLITICAMENTE CORRETO. A GEOGRAFIA BRASILEIRA É MENCIONADA COMO UM CASO EMBLEMÁTICO.
[extrato: "... por força de um contexto de regime político autoritário, o discurso oportunista vinculado à ideologia marxista terminou bem-sucedido na cativação daqueles que entenderam ser um dever da ciência geográfica denunciar iniqüidades supostamente intensificadas pelo regime. Resultou disso a marginalização e repressão do raciocínio alinhado com um modelo de ciência neopositivista. Conseqüentemente, desviada do caminho que naturalmente seguiria (o da linguagem mais sistemática), a Geografia brasileira quedou-se prisioneira de discursos em tom de prédica, os quais, por razões semânticas, não se prestam a testes ou à falsificação." (p. 262 - Anais)
"Nos referimos aqui ao fato de que, refutando a presunção de neutralidade dos positivistas, os críticos voluntariamente inauguraram um estilo de texto mais adjetivado. Apareceu, portanto, um gênero de assertivas construídas à base de juízos de valor – o que, num certo sentido, estabeleceu que o geógrafo podia fazer julgamentos morais. 'Subordinação do espaço aos interesses do capital'; 'apropriação perversa do território'; 'instrumento de dominação burguesa'; etc. Todas expressões comuns a um mesmo dialeto: o da delação. Decerto, os críticos pensavam estar, finalmente, dando relevância social ao seu trabalho; mas, restringindo‑se a um insistente discurso combativo, não acharam vez de também propor. Assim, sem oferecerem alternativas ao 'mal' capitalista, as vozes discordantes restaram estritamente denunciadoras, e pouco ou quase nada propositivas." (p. 409 - Livro)]
LINK: http://www.uc.pt/congressos/GeoCPLP2012/Programa/indices3livros/Livro2-AprenderTerra-GeoCPLP2012
[12-19 Mai. 2012, Universidade de Coimbra, Anais, p. 262 - segundo-autor: Mario D. de Araujo Neto, GEA/UnB]
*publicado também, em versão completa, como capítulo do livro Para aprender com a Terra: memórias e notícias de geociências no espaço lusófono [HENRIQUES, M. H. et al. (Coord.). Coimbra: Universidade de Coimbra, 2012. 416p. Livro 2: secção 5. (p. 403-412)]
VERSÃO SINÓPTICA DA EVOLUÇÃO DA DISCIPLINA, ENTRE O CONTEXTO DE SUA INSTITUCIONALIZAÇÃO (SÉC.19) E O ATUAL QUADRO DE PERDA DE CREDIBILIDADE CIENTÍFICA. NA COMUNICAÇÃO, SUSTENTAMOS QUE OS GEÓGRAFOS, A DESPEITO DE DOIS ENSEJOS OPORTUNOS AO APROFUNDAMENTO DO TÔNUS CIENTÍFICO (ISTO É, AS APROXIMAÇÕES VERIFICADAS COM AS CIÊNCIAS NATURAIS NO PERÍODO CLÁSSICO E NO PERÍODO PÓS-GUERRA), ABANDONARAM DELIBERADAMENTE O RECINTO DAS GEOCIÊNCIAS, CONVERTENDO-SE EM MEROS PREGADORES DE UM DISCURSO POLITICAMENTE CORRETO. A GEOGRAFIA BRASILEIRA É MENCIONADA COMO UM CASO EMBLEMÁTICO.
[extrato: "... por força de um contexto de regime político autoritário, o discurso oportunista vinculado à ideologia marxista terminou bem-sucedido na cativação daqueles que entenderam ser um dever da ciência geográfica denunciar iniqüidades supostamente intensificadas pelo regime. Resultou disso a marginalização e repressão do raciocínio alinhado com um modelo de ciência neopositivista. Conseqüentemente, desviada do caminho que naturalmente seguiria (o da linguagem mais sistemática), a Geografia brasileira quedou-se prisioneira de discursos em tom de prédica, os quais, por razões semânticas, não se prestam a testes ou à falsificação." (p. 262 - Anais)
"Nos referimos aqui ao fato de que, refutando a presunção de neutralidade dos positivistas, os críticos voluntariamente inauguraram um estilo de texto mais adjetivado. Apareceu, portanto, um gênero de assertivas construídas à base de juízos de valor – o que, num certo sentido, estabeleceu que o geógrafo podia fazer julgamentos morais. 'Subordinação do espaço aos interesses do capital'; 'apropriação perversa do território'; 'instrumento de dominação burguesa'; etc. Todas expressões comuns a um mesmo dialeto: o da delação. Decerto, os críticos pensavam estar, finalmente, dando relevância social ao seu trabalho; mas, restringindo‑se a um insistente discurso combativo, não acharam vez de também propor. Assim, sem oferecerem alternativas ao 'mal' capitalista, as vozes discordantes restaram estritamente denunciadoras, e pouco ou quase nada propositivas." (p. 409 - Livro)]
LINK: http://www.uc.pt/congressos/GeoCPLP2012/Programa/indices3livros/Livro2-AprenderTerra-GeoCPLP2012
segunda-feira, 21 de maio de 2012
[PB51] A Geografia teorética no Brasil: estruturação lógica da linguagem ou conspiração histórica para o discurso?
I Congresso Luso-Brasileiro de História das Ciências
[26-29 Out. 2011, Universidade de Coimbra, Anais, p.1906-1918]
QUADRO DESCRITIVO DAS TRÊS MAIS EXPRESSIVAS TENDÊNCIAS DE PENSAMENTO GEOGRÁFICO, COMPOSTO DE UMA SÍNTESE COMPARATIVA QUE DESTACA CINCO ATRIBUTOS ESSENCIAS DE CADA UMA DELAS. DÁ-SE RELEVO À TESE DE QUE OS CONDICIONANTES SOCIOLÓGICOS, APESAR DE IRREMOVÍVEIS, NÃO IMPLICAM(ARAM) FATAL SUJEIÇÃO DOS CONCEITOS E TÉCNICAS A UM VIRTUAL PRETEXTO DE ORDEM POLÍTICO-IDEOLÓGICA.
["Por outro lado (indício possível de verificar no exemplar caso brasileiro), esse ajuste às circunstâncias não quererá significar sempre um acoplamento aferrado dos discursos e práticas aos interesses de poucos grupos privilegiados - assertiva na qual insistiram/insistem boa parte dos censores alinhados com o neomarxismo. Em vez de cooptação, entendemos que o uso de novas linguagens e a propaganda dos procedimentos a elas concernentes devam, na verdade, refletir a consonância (inopinada!) do instrumental técnico concebido junto aos recintos de pesquisa, com as pretensões concretas, absolutamente previsíveis em quaisquer esferas executivas." (p. 1916)]
SOLICITE UMA CÓPIA! (dante.reis@ig.com.br)
[26-29 Out. 2011, Universidade de Coimbra, Anais, p.1906-1918]
QUADRO DESCRITIVO DAS TRÊS MAIS EXPRESSIVAS TENDÊNCIAS DE PENSAMENTO GEOGRÁFICO, COMPOSTO DE UMA SÍNTESE COMPARATIVA QUE DESTACA CINCO ATRIBUTOS ESSENCIAS DE CADA UMA DELAS. DÁ-SE RELEVO À TESE DE QUE OS CONDICIONANTES SOCIOLÓGICOS, APESAR DE IRREMOVÍVEIS, NÃO IMPLICAM(ARAM) FATAL SUJEIÇÃO DOS CONCEITOS E TÉCNICAS A UM VIRTUAL PRETEXTO DE ORDEM POLÍTICO-IDEOLÓGICA.
["Por outro lado (indício possível de verificar no exemplar caso brasileiro), esse ajuste às circunstâncias não quererá significar sempre um acoplamento aferrado dos discursos e práticas aos interesses de poucos grupos privilegiados - assertiva na qual insistiram/insistem boa parte dos censores alinhados com o neomarxismo. Em vez de cooptação, entendemos que o uso de novas linguagens e a propaganda dos procedimentos a elas concernentes devam, na verdade, refletir a consonância (inopinada!) do instrumental técnico concebido junto aos recintos de pesquisa, com as pretensões concretas, absolutamente previsíveis em quaisquer esferas executivas." (p. 1916)]
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terça-feira, 8 de novembro de 2011
[PB50] Disturbing diagnosis for geographic science: the Brazilian case examined
17th European Colloquium on Quantitative and Theoretical Geography
[02-05 Set. 2011, Harokopio University, Athens, Proceedings, 9f. - primeiro autor: Mario D. Araujo Neto, GEA/IH/UnB]
COMUNICAÇÃO, EM TOM DE MANIFESTO, QUE EXPÕE À COMUNIDADE DE GEÓGRAFOS EUROPEUS A SITUAÇÃO VIVIDA PELA GEOGRAFIA BRASILEIRA - SITUAÇÃO ESTA QUE TEM COMPROMETIDO SEU STATUS PRAGMÁTICO-CIENTÍFICO. OS AUTORES SUSTENTAM QUE, POR EFEITO DE BOA PARTE DOS GEÓGRAFOS TEREM ASSUMIDO O VIÉS IDEOLÓGICO-MILITANTE (SEQÜELA DE UMA CIRCUNSTÂNCIA DE CONTESTAÇÕES NA CENA POLÍTICA DO PAÍS), DELIBERADAMENTE FORAM SENDO MARGINALIZADOS - DAS PRÁTICAS PROFISSIONAIS E DOS CURRÍCULOS ACADÊMICOS - O EXERCÍCIO E O ENSINO DE SABERES NATURALISTAS E LÓGICO-ABSTRATOS ... ÚTEIS À FORMAÇÃO DE UM GEÓGRAFO QUE TENHA O QUÊ DIZER EM PROJETOS DE INTERVENÇÃO.
["We understand that the prostrated state in wich Brazilian Geography finds itself today is mostly due to a half-hearted investment in conceptual models and in techniques for dealing with data that might unify the argument of those who practice this discipline (standardizing, thus, consistent validation methods)." (p. 4)]
SOLICITE UMA CÓPIA ! (dantereis@unb.br)
[02-05 Set. 2011, Harokopio University, Athens, Proceedings, 9f. - primeiro autor: Mario D. Araujo Neto, GEA/IH/UnB]
COMUNICAÇÃO, EM TOM DE MANIFESTO, QUE EXPÕE À COMUNIDADE DE GEÓGRAFOS EUROPEUS A SITUAÇÃO VIVIDA PELA GEOGRAFIA BRASILEIRA - SITUAÇÃO ESTA QUE TEM COMPROMETIDO SEU STATUS PRAGMÁTICO-CIENTÍFICO. OS AUTORES SUSTENTAM QUE, POR EFEITO DE BOA PARTE DOS GEÓGRAFOS TEREM ASSUMIDO O VIÉS IDEOLÓGICO-MILITANTE (SEQÜELA DE UMA CIRCUNSTÂNCIA DE CONTESTAÇÕES NA CENA POLÍTICA DO PAÍS), DELIBERADAMENTE FORAM SENDO MARGINALIZADOS - DAS PRÁTICAS PROFISSIONAIS E DOS CURRÍCULOS ACADÊMICOS - O EXERCÍCIO E O ENSINO DE SABERES NATURALISTAS E LÓGICO-ABSTRATOS ... ÚTEIS À FORMAÇÃO DE UM GEÓGRAFO QUE TENHA O QUÊ DIZER EM PROJETOS DE INTERVENÇÃO.
["We understand that the prostrated state in wich Brazilian Geography finds itself today is mostly due to a half-hearted investment in conceptual models and in techniques for dealing with data that might unify the argument of those who practice this discipline (standardizing, thus, consistent validation methods)." (p. 4)]
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