sábado, 4 de maio de 2019

[PB80] A geografia entre as ciências naturais e as humanidades: um novo desafio ao ensino escolar do terceiro milênio

Geosaberes (Fortaleza/CE)
[volume 10, número 21, p. 1-15, Mai./Ago. 2019 - primeiro autor: Gilvan Ch. C. de Araújo, SE/DF]
A PARTIR DA EXPERIÊNCIA DE UMA OFICINA DESENHADA PARA ESTIMULAR A QUE OS PARTICIPANTES CONCEBESSEM E ANALISASSEM MODALIDADES TEMÁTICAS DE NATUREZA “MISCIGENADA”, ESTE TEXTO TRATA DAS POSSIBILIDADES DE MANTER A GEOGRAFIA COMO UMA DISCIPLINA ESCOLAR AINDA SUFICIENTEMENTE OXIGENADA. DIANTE DE RUMORES DE QUE ELA POSSA VIR A SER SUPRIMIDA DO ENSINO BÁSICO, OS AUTORES ENTENDERAM RELEVANTE RECUPERAR A CLÁSSICA DISCUSSÃO ACERCA DA NATUREZA DA GEOGRAFIA; E, NO CASO, ESPECIALMENTE A VER COM SEU CARÁTER “HÍBRIDO” - O QUAL PARECE IMPOR A NECESSIDADE DE UM FÉRTIL INTERCÂMBIO COM CAMPOS VIZINHOS.
[extrato: "Num momento em que uma série de proposições, questionamentos e impasses (frutos estes, é possível, de certo mal-entendido; ou manifestando, quem sabe, o ressurgimento de pré-juízos bastante equivocados) põem o ensino da Geografia numa pauta de discussão movida a aflições, nos parece prudente reassentar alguns fatos dentro de um quadro mais equilibrado. Em outras palavras, nos parece sensato recuperar alguma das discussões tradicionais que compõem, historicamente, a filosofia da ciência geográfica – sendo que no preciso intuito de coloca-las a serviço de uma reflexão voltada para uma possível requalificação do ensino escolar desta que entendemos ser uma disciplina de ainda importantes aportes à formação intelectual de nossos jovens." (1)]
Link: http://www.geosaberes.ufc.br/geosaberes/article/view/701

quinta-feira, 21 de março de 2019

[PB79] A rota do indivíduo: pensamento geográfico e geografia da ciência no percurso de personagens "anônimos"

Geografia (Rio Claro/SP)
[volume 43, número 3, p. 363-392, Set./Dez. 2018]
A PARTIR DE NARRATIVA SOBRE O PERCURSO PROFISSIONAL DE UM GEÓGRAFO FRANCÊS (NARRATIVA ESTA BASEADA EM ANÁLISE DE PUBLICAÇÕES E REGISTRO DE ENTREVISTAS), DEMONSTRA-SE A UTILIDADE EM TOMAREM-SE MATERIAIS DE NATUREZA "BIO-BIBLIOGRÁFICA" COMO VEÍCULOS DE ASPECTOS GERAIS DE HISTÓRIA E DE FILOSOFIA DA CIÊNCIA. ISTO É, SUSTENTAMOS A IDEIA DE QUE, INDEPENDENTE DOS PRATICANTES DE CIÊNCIA POSSUÍREM OU NÃO "STATUS" DE PROTAGONISTAS, SUAS TRAJETÓRIAS PESSOAIS NÃO SÃO MENOS SIGNIFICATIVAS NA INDICAÇÃO DOS MODOS DE PENSAR E PROCEDER NA HISTÓRIA DA DISCIPLINA EM QUESTÃO.
[extrato: "(...) ao sabor de felizes contingências e fatos inesperados; ingredientes que também o tornam um excelente objeto de análise pela ótica da história da ciência geográfica. Porque 'la nécessité et le hasard' compõem mesmo quase sempre nossas trajetórias de vida, e em se tratando de rotas empreendidas por um gosto pela ciência, poderíamos dizer que a 'necessidade' estaria definida por certas propensões e preferências do indivíduo em questão (no caso de David, uma indisfarçada afetividade pelas águas); enquanto que o 'acaso' operaria como uma espécie de elemento desafiador daquelas inclinações. Que põe à prova, p.ex., a tenacidade, a perseverança do sujeito; interpondo fatores de ordem aleatória. Às vezes até aflitivamente fortuitas, embora podendo criar satisfação a longo termo: um sujeito que, sem planejar, vem a tornar-se especialista na organização espacial da pesca, ou dos recifes de coral." (371)]
Link#1: http://www.periodicos.rc.biblioteca.unesp.br/index.php/ageteo/article/view/13936
Link#2: http://repositorio.unb.br/handle/10482/34227

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

[PB78] Em busca de um modelo linguístico para o estudo filosófico e histórico das ciências: design e potencialidades de um protótipo para o caso geográfico

XVI Seminário Nacional de História da Ciência e da Tecnologia
[15-18 Out. 2018, UFCG, Campina Grande, Anais, 16f.]
DEMONSTRAÇÃO DAS POTENCIALIDADES DE UMA ANÁLISE SOBRE OS CÂMBIOS DE PARADIGMA NAS CIÊNCIAS FEITA A PARTIR DE UMA GRADE DE LEITURA BASEADA EM CONCEITOS-CHAVE DA LINGUISTICA. PROPOMOS UMA ARTICULAÇÃO ENTRE ELES ('ARGUMENTAÇÃO', 'DISCURSO', 'VOCABULÁRIO' E 'RETÓRICA') E TESTAMOS O MODELO NUM ESTUDO DE CASO: O EXAME LINGUISTICO DE TRÊS CORRENTES DE PENSAMENTO INSCRITAS NA HISTÓRIA DA GEOGRAFIA DE PÓS-GUERRA.
[extrato: "...como preponderou, de início, o entendimento de que a lógica de enunciados definia um âmbito estritamente cognitivo para as estruturas linguísticas e, em seguida (com a emergência da filosofia da ciência historicista), o logicismo perde o holofote para os determinantes sociológicos, logo pareceu insuficiente ou irrelevante a consideração dessas referidas estruturas. No entanto, negligenciavam-se, deste modo, as dimensões da linguagem que também permitem a identificação de valores e ideologias ligados a contexto." (p. 13)]
Link: https://www.16snhct.sbhc.org.br/resources/anais/8/1530201488_ARQUIVO_ReisJunior(Completo).pdf

quinta-feira, 12 de abril de 2018

[PB77] “Natureza da ciência geográfica”: diagnóstico e possibilidades de inserção de epistemologia no ensino escolar e na formação de professores de geografia

Ciência & Educação
[volume 24, número 1, p. 191-208, Jan./Mar. 2018 - demais autoras: Barbara Mayanne Silva; Evelyn L. Dias Figuereido (graduandas UnB)]
DIVULGAÇÃO, JUNTO À COMUNIDADE DE PESQUISADORES EM ENSINO DE CIÊNCIAS, DO CASO "GEOGRAFIA". A PARTIR DE UM EXAME AMOSTRAL DE LITERATURA PEDAGÓGICA DA ÁREA, DEMONSTRA-SE (AO MESMO TEMPO) O NOTÁVEL POTENCIAL DESTA DISCIPLINA PARA UMA LEITURA DO TIPO EPISTEMOLÓGICA E SUA FRACA EXPLORAÇÃO NOS MANUAIS DIDÁTICOS. SUSTENTA-SE QUE UMA DAS EXPLICAÇÕES DO FATO POSSA SER A AINDA DISCRETA FORMAÇÃO DE ESTUDANTES E PROFESSORES DE GEOGRAFIA EM TEMAS CANÔNICOS DA FILOSOFIA DA CIÊNCIA - ESPECIALMENTE OS DE ORDEM INTERNALISTA.
[extrato: "...no país é já longeva a tradição de pesquisas que, ostentando um particular viés político-ideológico, ressaltam, sobretudo, o que seus autores entendem serem distorções do sistema social, estrutura da qual derivariam toda sorte de mazelas associadas a conteúdo programático e à formação de professores. Referimo-nos a uma tendência tornada rígida desde, pelo menos, os anos 1980, e cujos produtos bibliográficos, altamente disseminados no Brasil, difundem um estilo de argumento discursivo que acaba, por efeito colateral, constrangendo a emergência de linhas investigativas mais plurais. Dentre elas, as que pretendam recuperar algo das leituras racionalista e pragmática, por exemplo." (192)]
Link: http://www.scielo.br/pdf/ciedu/v24n1/1516-7313-ciedu-24-01-0191.pdf

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

[PB76] A historiography of Brazilian theoretical and quantitative geography: the ''Rio Claro case'', from flourishing to fall

Cybergéo : European Journal of Geography (Paris/France)
[document n.837 (Série "Épistémologie, Histoire de la Géographie, Didactique") mis en ligne le 12 déc. 2017, 26p.]
NARRATIVA SOBRE O EPISÓDIO DE CONSTITUIÇÃO DE UM POLO REGIONAL DE ESTUDOS TEORÉTICO-QUANTITATIVOS EM RIO CLARO, INTERIOR DO ESTADO DE SÃO PAULO, NOS ANOS 1970. DESCREVEMOS ALGUNS LANCES PITORESCOS QUE CARACTERIZARAM OS NOVOS ALINHAMENTOS METODOLÓGICOS ALI CONSTITUÍDOS. APRESENTAMOS SEUS PERSONAGENS-CHAVE, OS EMPREENDIMENTOS LOCAIS QUE LEVARAM A CABO; BEM COMO OS OBSTÁCULOS QUE LOGO SURGIRAM, DIFICULTANDO UMA MAIOR LONGEVIDADE DOS FEITOS.
[extrato: "Oddly enough, the imaginary associated with the local Department of Geography persisted, despite subsequent actions performed by professors. In the 1980s, regardless of L. Gerardi and A. Christofoletti’s decisive performance (the last two remaining characters from the generation established a decade earlier), strictly quantitativist studies gradually decreased. However, given the equally gradual diffusion of the critical paradigm, the Department lingered in radical minds as a place still dominated by a style of science that should be fought." (20)]
Link: http://journals.openedition.org/cybergeo/28824

sábado, 19 de novembro de 2016

[PB75] Um modelo de classificação e de periodização dos estudos científicos em geografia

XV Seminário Nacional de História da Ciência e da Tecnologia
[16-18 Nov. 2016, UFSC, Florianópolis, Anais, 13f.]
DIVULGAÇÃO DE MODELOS, PELOS QUAIS PROPOMOS O TRATAMENTO DIDÁTICO DE TÓPICOS DE HISTÓRIA E DE FILOSOFIA DA CIÊNCIA GEOGRÁFICA ... MEDIANTE: (1) REARTICULAÇÃO LÓGICA ENTRE ALGUMAS TERMINOLOGIAS DE EMPREGO FREQUENTE MAS DESCUIDADO (POSTO QUE APARENTAM SER MUTUAMENTE SUBSTITUTIVAS) - “SISTEMA DE PENSAMENTO" (SP), “VERTENTE” (V), “CORRETE” (C) E “MATIZ” (M) - ; (2) REARRANJO DOS “GRANDES MARCOS” DA HISTÓRIA DO PENSAMENTO GEOGRÁFICO NUMA LINHA TEMPORAL SIMPLES MAS SUGESTIVA ; E (3) CARACTERIZAÇÃO GERAL DE UM CAMPO QUE CONFIGURARIA O ÂMBITO DE AÇÃO DOS ESTUDOS ESPECIALMENTE DE “GEOGRAFIA DA CIÊNCIA” (CASO QUE PROPORÍAMOS COMO “EXCLUSIVO” PARA O USO PARTICULAR DO TERMO “ESCOLA”). OS DOIS PRIMEIROS ASPECTOS SÃO MODELOS QUE DIZEM RESPEITO A UMA EPISTEMOLOGIA “DA GEOGRAFIA” ; ENQUANTO O TERCEIRO, A UMA EPISTEMOLOGIA “GEOGRÁFICA”.
[extrato: "Realizada a 'derivação' encontramo-nos, por fim, no baixo terreno do pensamento e da prática científicos. Por esta planície mundana escoam todos aqueles canais que serão, em última análise, 'rebatimentos' (no plano agora das investigações normatizadas) de SP’s e V’s ascendentes. É nesta planície ou campo aberto que localizaremos a atuação de uma ciência. E chamaremos 'Corrente' cada possível manifestação (já, é claro, embebida em projetos aplicados e/ou resolutivos) de pensamentos filosóficos redivivos. Ela consiste, então, de uma 'tendência' verificada dentro de um campo científico.
Seguindo na analogia fluvial, é conveniente incorporarmos também a imagem dos canais que se ramificam em avulsão. Estes ramos instituiriam o timbre 'Matizes'" (p. 7)]
Link#1: http://www.15snhct.sbhc.org.br/trabalho/view?ID_TRABALHO=1440
Link#2: http://www.15snhct.sbhc.org.br/resources/anais/12/1470699002_ARQUIVO_Completo(ReisJr).pdf

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

[PB74] Filosofia da geografia, epistemologia da ciência geográfica e geografia da ciência: definições e correspondências

X Encontro de Filosofia e História da Ciência do Cone Sul
[12-15 Set. 2016, Universidade de São Paulo, Anais, p. 58-60]
PROPOSTA DE DEMARCAÇÃO DISTINTIVA DE DOIS CAMPOS DE ANÁLISE (POR VEZES CONFUNDIDOS): O DE UMA "FILOSOFIA" (GERAL) DA "GEOGRAFIA", E O DE UMA "EPISTEMOLOGIA" (PROPRIAMENTE) DA "CIÊNCIA GEOGRÁFICA". (O PRIMEIRO, SE CARACTERIZANDO POR ESPECULAÇÕES METAFÍSICAS A RESPEITO DA NATUREZA ESSENCIAL DOS "OBJETOS" DE INTERESSE DA GEOGRAFIA - O QUE CHAMAMOS ESTUDOS DE "ORDEM ZERO"; O SEGUNDO, TENDO JÁ A VER ESPECIALMENTE COM UMA ANÁLISE DOS FATORES INTERVENIENTES NA "INVESTIGAÇÃO" EM CIÊNCIA GEOGRÁFICA - SUAS NORMATIVIDADES E CONTEXTUALIDADES - OS ESTUDOS, POIS, DE "SEGUNDA ORDEM").
[" “ Se o campo da Filosofia (F), pelo alcance de seu temário, é naturalmente mais dilatado que o da Teoria do Conhecimento Científico [entendido como Epistemologia (E)] e se, ademais, o âmbito da Geografia (G), pelo que a história de sua prática aponta, é também virtualmente mais amplo que o da dimensão estritamente científica dos estudos geográficos [aqueles já mais atentos, portanto, às normatividades conceitual e metodológica: cg], então é prudente distinguirmos o campo preciso da ‘Epistemologia da Ciência Geográfica’ (E:cg) ” [isto é, afastando-o daquilo que (estando além de nossa perspectiva de interesse) deveria, na realidade, ser chamado simplesmente de 'Filosofia da Geografia' (F:G)]." (59).]
LINK: http://www.afhic.com/wp-content/uploads/2016/09/AFHIC-2016-Programa-resumos-12-1.pdf