terça-feira, 8 de junho de 2010

[PB43] Conversas sobre o pensamento (4): Denise Pumain e a experiência francesa na quantificação do urbano

Geografia (Rio Claro/SP)
[volume 35, número 1, p. 227-235, Jan./Abr. 2010]
ENTREVISTA COM UMA EMINENTE GEÓGRAFA FRANCESA, CUJA PRODUÇÃO INTELECTUAL HÁ ANOS DIRIGE-SE AO TEMÁRIO URBANO, MAS TRATANDO-O A PARTIR DE UMA MODELAGEM ESSENCIALMENTE NEO-SISTÊMICA. SEU DEPOIMENTO AQUI - POR MEIO DE UM TESTEMUNHO REMINISCENTE PESSOAL - EXPLICITA O QUE FOI A REVOLUÇÃO METODOLÓGICA NOS ESTUDOS GEOGRÁFICOS FRANCESES SOBRE CIDADE.
["A maioria dos discursos que ouvi, em Geografia quantitativa, esteve afinada com aquele de William Bunge, geógrafo americano, que proferiu uma conferência em Paris, e que nos fez um discurso entusiasmado, ilustrando a maneira de analisar a pobreza na periferia de Chicago, como tratar os acidentes de estrada ... e como tomar medidas relativas à ameaça que representava a circulação aérea. E, veja, ele se valia de métodos quantitativos para falar, ideologicamente, de um modo esquerdista, bastante militante. Portanto, não se pode dizer que a Geografia quantitativa seja uma coisa 'da moda' ... ou que se fecha no capitalismo, no liberalismo" (PUMAIN apud REIS JÚNIOR, p. 232)]
LINK: http://repositorio.bce.unb.br/handle/10482/6824
[http://repositorio.unb.br/bitstream/10482/6824/1/ARTIGO_ConversasSobrePensamento%20%284%29.pdf]

quarta-feira, 2 de junho de 2010

[PB42] Do classicismo ao sistemismo: uma pesquisa sobre a história da geografia física brasileira

VI Seminário Latino Americano de Geografia Fisica e II Seminário Ibero Americano de Geografia Física
[26-30 Mai. 2010, Universidade de Coimbra, Anais, 9f. - segundo-autor: Mario D. de Araujo Neto, GEA/UnB]
COMUNICAÇÃO DIVULGADORA DOS EXPEDIENTES METODOLÓGICOS E DAS CONCLUSÕES PRELIMINARES REFERENTES AO PROJETO DE PESQUISA "GEOGRAFIA FÍSICA SISTÊMICA: HISTÓRIA, TEORIA E APLICAÇÕES" - MAIS PRECISAMENTE, À ETAPA CONSAGRADA AO CASO BRASILEIRO. NO TEXTO, SUSTENTA-SE A IMPORTÂNCIA DE UM TRABALHO DE "INVENTÁRIO" QUE CONTRIBUA AO DIAGNÓSTICO DAS TRANSITORIEDADES (CÂMBIOS) E INFLEXÕES (CÂMBIOS DRÁSTICOS) NA LINGUAGEM EM GEOGRAFIA FÍSICA - POR EXEMPLO, DE UM DESCRITIVISMO LITERÁRIO A UM DISCURSO MAIS OPERACIONAL (EVENTUALMENTE ABSTRATO E/OU SISTEMÁTICO). TAMBÉM SUSTENTA-SE A RELEVÂNCIA ILUSTRATIVA DA OBRA DE QUATRO AUTORES EM ESPECIAL: ANTONIO T. GUERRA, ANTONIO CHRISTOFOLETTI, CARLOS A. F. MONTEIRO E AZIZ N. AB'SÁBER.
["As hipóteses com as quais trabalhamos sumariam-se nas seguintes assertivas: 1a) a linguagem em Geografia Física sofistica-se à medida que o pesquisador toma conhecimento de ferramentas teórico-conceituais difundidas desde outras jurisdições disciplinares - o que corroboraria o efeito transformador dos conceitos emergentes (obs.: além de tomar conhecimento, o geógrafo os incorpora de um modo definido, ficando claro que a abertura da fronteira de sua disciplina é fundamental para que os referidos instrumentos - mormente forjados juntos às ciências duras - gerem um efeito transpositivo de relevância. Novas teorias sistêmicas, tais como a do caos, bifurcações e fractalidade exemplificariam ensaios de transposição recentes); 2a) conquanto perene em alguns aspectos do discurso (hábitos descritivista e monográfico, por exemplo), a Geografia Física Brasileira também é afetada pelo noticiário desses modelos neo-sistêmicos (obs.: no caso geográfico, o 'efeito transformador' seria possível de se notar particularmente no tratamento metodológico de assuntos atinentes aos setores especializados da geomorfologia, da biogeografia e da climatologia)." (p. 4)]
SOLICITE UMA CÓPIA! (dante.reis@ig.com.br)
LINK: http://www.uc.pt/fluc/cegot/VISLAGF/actas/tema1/dante