terça-feira, 23 de outubro de 2012

[PB52] História da ciência geográfica: espectro temático e uma versão descritiva


Cadernos de História da Ciência (Instituto Butantan, São Paulo)
[volume 7, número 1, p. 11-33, 2011]
ARTIGO QUE DIVULGA JUNTO À COMUNIDADE DE HISTORIADORES DA CIÊNCIA UMA VERSÃO PANORÂMICA DA EVOLUÇÃO DA GEOGRAFIA. E DADO O QUASE NULO CONHECIMENTO QUE ESTES PESQUISADORES TÊM ACERCA DAS PARTICULARIDADES DOS ESTUDOS HISTORIOGRÁFICOS EMPREENDIDOS EM GEOGRAFIA, O TEXTO PREVÊ TAMBÉM EM SUA INTRODUÇÃO UMA ABORDAGEM SUCINTA SOBRE OS PRINCIPAIS EIXOS TEMÁTICOS QUE O GEÓGRAFO INTERESSADO EM HISTÓRIA DA CIÊNCIA VEM DESENVOLVENDO NAS ÚLTIMAS DÉCADAS.
["O efeito colateral que mais se fez sentir na identidade do campo disciplinar foi, sem dúvida, a gradativa transfiguração curricular dos cursos universitários. Em não poucos casos, Departamentos de Geografia que antes integravam Institutos de Geociências - num âmbito, portanto, de convivência com ciências experimentais e exatas - passaram a ser abrigados em Institutos de Ciências Humanas ou Faculdades de Filosofia e Letras. É claro que isso significava transladar o mesmo estranho 'ornitorrinco' de um lugar para outro: se a vizinhança geológica pudera achar exótico os colegas lidarem, com suposta igual desenvoltura, com o temário sociocultural, à nova vizinhança sociológica não soaria com menor estranheza o novo inquilino ser capaz de trazer ao argumento a lógica de processos atmosféricos. De todo modo, se a disciplina ainda guardaria, na retina do olhar 'de fora', essa embaraçosa identidade dúplice - herdada, como vimos, da Era de Ouro -, na visão do 'lado de dentro', foi-se consolidando uma visão de geografia do discurso ideológico. No Brasil, em especial, a vertente neomarxista foi a que soube se expandir mais eficientemente. E é, por assim dizer, a 'vitoriosa' nos ambientes universitários..." (p. 27-28)]
{ERRATA: leia-se "reducionismo escalar", e não "... escolar" (p. 30)}
LINK: http://periodicos.ses.sp.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1809-76342011000100002&lng=pt&nrm=iso
LINK: http://periodicos.ses.sp.bvs.br/pdf/chci/v7n1/v7n1a01.pdf

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

[PB56] Entre o contexto e a linguagem: a evolução do "histórico" e do "filosófico" na ciência geográfica

VIII Encuentro de Filosofía e Historia de la Ciencia del Cono Sur
[16-20 Out. 2012, Universidad de Santiago de Chile, Anais, p. 221-222]
COMUNICAÇÃO EM QUE SUSTENTAMOS QUE MAIS ALÉM DOS ASPECTOS (POTENCIAIS CONDICIONANTES) DE ORDEM HISTÓRICA, HÁ TAMBÉM OS ELEMENTOS A VER COM "PREMISSAS FILOSÓFICAS" (POR SUA VEZ BASTANTE RELACIONADOS COM CERTOS SISTEMAS DE PENSAMENTO) QUE PODEM EXPLICAR, TANTO OU MAIS, O ADVENTO DOS MATIZES TEÓRICO-METODOLÓGICOS DA GEOGRAFIA. NA MESMA COMUNICAÇÃO É DEFENDIDA A TESE DE QUE A EVOLUÇÃO DA CIÊNCIA GEOGRÁFICA PRESSUPÕE A OCORRÊNCIA DE UMA "TRIFURCAÇÃO" (DE "GC" EM "GTQ", "GCR" E "GHP") E DUAS NOTÁVEIS "INFLEXÕES" (DE "GC" PARA "GTQ"; E, DEPOIS, DE "GC", "GTQ" E "GCR" PARA "GHP").
[extrato: "...a trifurcação de que falamos (de GC em GTQ, GCR e GHP) teria se dado por força de um compromisso com a ideia de princípio causal replicável – característica não verificada entre os geógrafos clássicos; bastante refratários aos juízos do tipo determinístico. Já as inflexões teriam sido verificadas, primeiramente, com este compromisso nomotético despertado nos anos sessenta e, depois, com a concessão a uma geografia interessada por aspectos imateriais, tais como o da experiência afetiva com os lugares – destoando, pois, da perspectiva materialista verificada em GC, GTQ e GCR" (p. 221)]
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