sábado, 19 de novembro de 2016

[PB75] Um modelo de classificação e de periodização dos estudos científicos em geografia

XV Seminário Nacional de História da Ciência e da Tecnologia
[16-18 Nov. 2016, UFSC, Anais, 13f.]
DIVULGAÇÃO DE MODELOS, PELOS QUAIS PROPOMOS O TRATAMENTO DIDÁTICO DE TÓPICOS DE HISTÓRIA E DE FILOSOFIA DA CIÊNCIA GEOGRÁFICA ... MEDIANTE: (1) REARTICULAÇÃO LÓGICA ENTRE ALGUMAS TERMINOLOGIAS DE EMPREGO FREQUENTE MAS DESCUIDADO (POSTO QUE APARENTAM SER MUTUAMENTE SUBSTITUTIVAS) - “SISTEMA DE PENSAMENTO" (SP), VERTENTE” (V)CORRETE (C) E MATIZ” (M) - ; (2) REARRANJO DOS GRANDES MARCOS” DA HISTÓRIA DO PENSAMENTO GEOGRÁFICO NUMA LINHA TEMPORAL SIMPLES MAS SUGESTIVA ; E (3) CARACTERIZAÇÃO GERAL DE UM CAMPO QUE CONFIGURARIA O ÂMBITO DE AÇÃO DOS ESTUDOS ESPECIALMENTE DE “GEOGRAFIA DA CIÊNCIA” (CASO QUE PROPORÍAMOS COMO “EXCLUSIVO” PARA O USO PARTICULAR DO TERMO “ESCOLA”). OS DOIS PRIMEIROS ASPECTOS SÃO MODELOS QUE DIZEM RESPEITO A UMA EPISTEMOLOGIA DA GEOGRAFIA” ; ENQUANTO O TERCEIRO, A UMA EPISTEMOLOGIA “GEOGRÁFICA”.
[extrato: "Realizada a 'derivação' encontramo-nos, por fim, no baixo terreno do pensamento e da prática científicos. Por esta planície mundana escoam todos aqueles canais que serão, em última análise, 'rebatimentos' (no plano agora das investigações normatizadas) de SP’s e V’s ascendentes. É nesta planície ou campo aberto que localizaremos a atuação de uma ciência. E chamaremos 'Corrente' cada possível manifestação (já, é claro, embebida em projetos aplicados e/ou resolutivos) de pensamentos filosóficos redivivos. Ela consiste, então, de uma 'tendência' verificada dentro de um campo científico.
Seguindo na analogia fluvial, é conveniente incorporarmos também a imagem dos canais que se ramificam em avulsão. Estes ramos instituiriam o timbre 'Matizes'" (p. 7)]
Link 1: http://www.15snhct.sbhc.org.br/trabalho/view?ID_TRABALHO=1440
Link 2: http://www.15snhct.sbhc.org.br/resources/anais/12/1470699002_ARQUIVO_Completo(ReisJr).pdf

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

[PB74] Filosofia da geografia, epistemologia da ciência geográfica e geografia da ciência: definições e correspondências

X Encontro de Filosofia e História da Ciência do Cone Sul
[12-15 Set. 2016, Universidade de São Paulo, Anais, p. 58-60]
PROPOSTA DE DEMARCAÇÃO DISTINTIVA DE DOIS CAMPOS DE ANÁLISE (POR VEZES CONFUNDIDOS): O DE UMA "FILOSOFIA" (GERAL) DA "GEOGRAFIA", E O DE UMA "EPISTEMOLOGIA" (PROPRIAMENTE) DA "CIÊNCIA GEOGRÁFICA". (O PRIMEIRO, SE CARACTERIZANDO POR ESPECULAÇÕES METAFÍSICAS A RESPEITO DA NATUREZA ESSENCIAL DOS "OBJETOS" DE INTERESSE DA GEOGRAFIA - O QUE CHAMAMOS ESTUDOS DE "ORDEM ZERO"; O SEGUNDO, TENDO JÁ A VER ESPECIALMENTE COM UMA ANÁLISE DOS FATORES INTERVENIENTES NA "INVESTIGAÇÃO" EM CIÊNCIA GEOGRÁFICA - SUAS NORMATIVIDADES E CONTEXTUALIDADES - OS ESTUDOS, POIS, DE "SEGUNDA ORDEM").
[" “ Se o campo da Filosofia (F), pelo alcance de seu temário, é naturalmente mais dilatado que o da Teoria do Conhecimento Científico [entendido como Epistemologia (E)] e se, ademais, o âmbito da Geografia (G), pelo que a história de sua prática aponta, é também virtualmente mais amplo que o da dimensão estritamente científica dos estudos geográficos [aqueles já mais atentos, portanto, às normatividades conceitual e metodológica: cg], então é prudente distinguirmos o campo preciso da ‘Epistemologia da Ciência Geográfica’ (E:cg” [isto é, afastando-o daquilo que (estando além de nossa perspectiva de interesse) deveria, na realidade, ser chamado simplesmente de 'Filosofia da Geografia' (F:G)]." (59).]
LINK: http://www.afhic.com/files/AFHIC-2016-Resumos-estendidos-final.pdf

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

[PB73] Potenciais da arte cinematográfica: um estudo preliminar do conteúdo geográfico nas obras fílmicas de Buñuel e Bergman

II Simpósio Nacional de Geografia, Literatura e Arte
[10-13 Jun. 2013, Departamento de Geografia, FFLCH/USP]
*publicado na forma de capítulo na Parte III - "Dimensões da Existência no Cinema e na Literatura" - da obra "Espaço, Sujeito e Existência: diálogos geográficos das artes" (Org.: Julio Suzuki; Everaldo Costa; Eduardo Stefani
[Porto Alegre: Imprensa Livre. 408p. (p. 261-303) - primeiros autores: Lucas Gebrim; Daniel Oliveira, graduandos GEA/UnB]
DIVULGAÇÃO DAS CONCLUSÕES PARCIAIS DE UMA PESQUISA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA, PROJETADA NA INTENÇÃO DE (A PARTIR DO EXAME DE DUAS AMOSTRAS DE OBRAS FÍLMICAS - SELECIONADAS EM FUNÇÃO DE SEU TEMÁRIO FÉRTIL) TESTAR UM PROTÓTIPO ANALÍTICO EVENTUALMENTE REPLICÁVEL EM OUTROS ESTUDOS EM QUE SE PRETENDA DIVISAR RELAÇÕES ENTRE AS LINGUAGENS GEOGRÁFICA E CINEMATOGRÁFICA.
["O projeto foi dirigido ... pelo objetivo particular de ir testando um artefato (uma ficha-piloto) à medida que assistidos os filmes. E a eficiência do formato atual da ficha seria avaliada a partir do quanto da análise da obra fílmica pudesse ser sacado um conjunto de dados que qualificariam exatamente seu significado e valor geográficos. Executaríamos isso buscando, nas obras fílmicas, o que pudesse haver de elementos vinculáveis ao domínio de matérias pertinentes à nova geografia cultural; e sobretudo aquelas de ordem “humanística”: percepção dos lugares de vivência, condicionamento ambiental/contextual das atitudes, questões de gênero, etc." (p. 266, grifo dos autores)]
LINK: http://www.geografia.fflch.usp.br/

terça-feira, 9 de agosto de 2016

[PB72] Filosofia e epistemologia da geografia: grupo de trabalho em discussão (ENANPEGE 2015)

Revista da ANPEGE (s.l.)
[volume 12, número 18, p. 283-302, n.esp. 2016 - primeiros autores: Antonio Bernardes (UFF); Rodrigo Gomes (UFPE)]
OS AUTORES RELATAM O TEOR GERAL DAS COMUNICAÇÕES APRESENTADAS NA ÚLTIMA EDIÇÃO DO "ENCONTRO NACIONAL DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA EM GEOGRAFIA", DENTRO DO "GT" "FILOSOFIA E EPISTEMOLOGIA DA GEOGRAFIA". A PARTIR DESTE MOSTRUÁRIO TECEM ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE O APARENTE ESTADO ATUAL DAS PESQUISAS NESTE ÂMBITO, BEM COMO VEICULAM ALGUMAS SUGESTÕES PARA O APRIMORAMENTO DOS FUTUROS ENCONTROS DE PESQUISADORES DA ÁREA.
[extrato: "Provavelmente ainda estejam predominando entre nós os estudos que se enquadram
na primeira vertente ['Filosofia da Geografia' (F:G), em vez de 'Epistemologia da Geografia' (FC:G)]. Mas gostaríamos de frisar que é o interesse por temas tais como a normatividade dos procedimentos – por exemplo, a concepção linguística dos modelos explanatórios – ou a evolução dos paradigmas – como o condicionamento conjuntural dos esquemas interpretativos – que realmente qualifica as pesquisas que merecem o adjetivo de 'epistemológicas'. E estamos convencidos de que se a segunda vertente passasse a ganhar uma atenção menos displicente, nós pesquisadores na área de Filosofia e Epistemologia da Geografia lograríamos ingressar com melhor desenvoltura no círculo de filósofos e historiadores da ciência – comunidade que já está adiantada no acompanhamento da literatura epistemológica, embora ainda desconheça nossos feitos jurisdicionais e pouco saiba das potencialidades filosóficas do caso Geografia." (292-293)]
LINK: http://anpege.org.br/revista/ojs-2.4.6/index.php/anpege08/article/view/485/263

sexta-feira, 8 de julho de 2016

[PB71] A inserção da questão "naturaleza de la ciencia" no ensino: uma notável experiência platina ... sugestiva para a geografia

Geografia (Rio Claro/SP)
[volume 41, número 2, p. 277-296, Mai./Ago. 2016]
SEGUNDA PARTE DA APRESENTAÇÃO À COMUNIDADE BRASILEIRA DE GEÓGRAFOS DOS ESTUDOS DE UM PESQUISADOR ARGENTINO MOVIDO PELO PROPÓSITO DE ROBUSTECER O ENSINO DE CIÊNCIA (AGUSTÍN ADÚRIZ-BRAVO, EM SEU DINÂMICO GRUPO "GEHyD" - "GRUPO DE EPISTEMOLOGÍA, HISTORIA Y DIDÁCTICA DE LAS CIENCIAS NATURALES"). NESTE ARTIGO, EM ESPECIAL, DAMOS REALCE A UM MODELO DIDÁTICO QUE ELE VEM SOFISTICANDO A FIM DE INTRODUZIR, NA FORMAÇÃO ACADÊMICA DE FUTUROS PROFESSORES, TÓPICOS DE HISTÓRIA E FILOSOFIA DA CIÊNCIA. AO FINAL, REFLETIMOS SOBRE A FERTILIDADE DO PROTÓTIPO PARA OS CASOS DO ENSINO ESCOLAR E UNIVERSITÁRIO DE CIÊNCIA GEOGRÁFICA. (ESTE MODELO VEM A SER UMA "MATRIZ", CUJAS COLUNAS REPRESENTAM AS ETAPAS EVOLUTIVAS DA EPISTEMOLOGIA, E CUJAS LINHAS INSTITUEM OS TEMAS-CHAVE MOBILIZADORES DE UMA ANÁLISE FILOSÓFICA DA PRÁTICA CIENTÍFICA AO LONGO DA REFERIDA EVOLUÇÃO).
[extrato: "O pesquisador sustenta que um recurso à Epistemologia só poderá ter real préstimo se, de antemão, o especialista em Didática da Ciência tiver claro o desenvolvimento (até épocas mais recentes) do campo da Filosofia da Ciência; e, assim, os aportes virtualmente úteis de cada corrente mapeável. São importantes, decerto, os aspectos formais da FC tradicional e seus legatários. Não devem ser rechaçados só porque hoje alvos fáceis de reprimenda. Do mesmo modo, os aspectos histórico e sociológico são incontornáveis. Contudo, nem por isso constituem o estágio definitivo ou mais bem acabado da FC. Essa é a advertência que nos faz Adúriz-Bravo." (284)]
Link: http://repositorio.unb.br/handle/10482/21906

quarta-feira, 29 de junho de 2016

[PB70] Epistemologia e linguagem: conjectura de um "modelo de correspondência" e ensaio-teste em um experimento preliminar

Geographia Meridionalis (Pelotas/RS)
[volume 2, número 1, p. 63-83, Jan./Jun. 2016 - outros autores: E. Soares; L. Moura; R. Bezerra (graduandos, Geografia/UnB)]
APRESENTAÇÃO DO DESIGN E RESULTADOS DE UM PROGRAMA DE PESQUISA QUE OBJETIVOU DEMONSTRAR A ARTICULAÇÃO RELATIVA ENTRE DETERMINADAS "ESCOLAS DE PENSAMENTO CIENTÍFICO" (DO TIPO "GEOGRÁFICO", NO CASO) E CERTOS "SISTEMAS DE PENSAMENTO FILOSÓFICO" - TOMANDO POR MEDIADOR DE CORRESPONDÊNCIA O VOCABULÁRIO. ASSIM, FOI INTENÇÃO DOS AUTORES SUBLINHAR A IMPORTÂNCIA DOS ESTUDOS DE EPISTEMOLOGIA DA GEOGRAFIA DEVOTAREM MAIOR ATENÇÃO AOS RECURSOS METODOLÓGICOS DA LINGUÍSTICA.
[extrato: "... de hábito, os pesquisadores em 'HPG' tendem a ressaltar sobretudo o ângulo externalista das investigações epistemológicas; quer dizer, dão especial realce a questões ligadas à conjuntura na qual 'agentes e valores', digamos assim, parecem figurar como decisivos para a concepção e/ou retransmissão de ideários e práticas científicos. Menos frequentes são as pesquisas debruçadas sobre a identidade filosófica dos discursos geográficos (sendo que nos referimos, em particular, a uma rara preocupação em comprovar/refutar essa presumida identidade); tanto quanto são poucos os estudos que não se restringem ao mero aspecto das tradições discursivas dessa ou daquela coletividade de cientistas. Apesar de que, ainda assim, eles estejam de fato sintonizados com o grande tema 'linguagem', pensamos que estes segundos estudos (guiados pelos insights de autores-ícone, tais como M. Foucault e P. Bourdieu) negligenciam aquilo que talvez até entendam ser pobre ou 'analítico demais': os estigmas linguísticos que fatalmente derivam daquelas tradições." (65)]
LINK: https://periodicos.ufpel.edu.br/ojs2/index.php/Geographis/article/view/6178

quarta-feira, 25 de maio de 2016

[PB69] Ensino carregado de teoria: uma experiência inspiradora junto ao Grupo "Epistemologia, História e Didática das Ciências Naturais"

Ateliê Geográfico (Goiânia/GO)
[volume 10, número 1, p. 113-139, Abr. 2016]
PRIMEIRA PARTE DA APRESENTAÇÃO À COMUNIDADE BRASILEIRA DE GEÓGRAFOS DE UMA INSTITUIÇÃO ARGENTINA DE FEITOS MUITO LOUVÁVEIS NO PROPÓSITO DE ROBUSTECER O ENSINO DE CIÊNCIA. DIRIGIDO POR AGUSTÍN ADÚRIZ-BRAVO, O "CENTRO DE FORMACIÓN E INVESTIGACIÓN EN ENSEÑANZA DE LAS CIENCIAS" (CeFIEC) AGREGA VÁRIOS GRUPOS DE PESQUISA, DENTRE OS QUAIS UM, EM ESPECIAL, MERECE ATENÇÃO: O "GEHyD" - "GRUPO DE EPISTEMOLOGÍA, HISTORIA Y DIDÁCTICA DE LAS CIENCIAS NATURALES" -; QUE REÚNE JOVENS PESQUISADORES INTERESSADOS EM CONCEBER ESTRATÉGIAS PARA INCORPORAR TEMAS DE FILOSOFIA DA CIÊNCIA ("RACIOCÍNIO ARGUMENTATIVO", "CONTEXTUALIDADE", etc.), A FIM DE QUE TANTO A FORMAÇÃO ESCOLAR DE CRIANÇAS, QUANTO A UNIVERSITÁRIA DE FUTUROS PROFESSORES GANHEM MAIOR SUBSTÂNCIA TEÓRICA.
[extrato: "Adúriz-Bravo inscreve-se dentre aqueles que, interessados pelo tema da formação científica de mestres, intentam trazer à discussão questões de ordem filosófica ... sendo que com o preciso propósito de aperfeiçoar o ensino da ciência. No caso porém do pesquisador, integra um círculo ao qual já ficou claro que o enaltecimento do modelo construtivista em educação científica tornou-se abusivo; logo, sem o reconhecimento de sua limitações. Não seria o caso, é evidente, de impor modelos interpretativos, mas sim de, uma vez eleito (em consenso) o de mais adequada correspondência com o conteúdo a ensinar, evitar o relativismo pouco esclarecedor – relativismo para o qual toda e qualquer explicação do mundo possuiria igual valor e validade. Por essa razão, seria importante recuperar 'versões temperadas' dos modelos clássicos (o realista e o racionalista, p.ex.), a fim de que a educação científica não reste parcial, nem perca solidez e qualidade." (116)]
LINK: https://revistas.ufg.emnuvens.com.br/atelie/article/view/40552/21115