quinta-feira, 12 de abril de 2018

[PB77] “Natureza da ciência geográfica”: diagnóstico e possibilidades de inserção de epistemologia no ensino escolar e na formação de professores de geografia

Ciência & Educação
[volume 24, número 1, p. 191-208, Jan./Mar. 2018 - demais autoras: Barbara Mayanne Silva; Evelyn L. Dias Figuereido (graduandas UnB)]
DIVULGAÇÃO, JUNTO À COMUNIDADE DE PESQUISADORES EM ENSINO DE CIÊNCIAS, DA CASO "GEOGRAFIA". A PARTIR DE UM EXAME AMOSTRAL DE LITERATURA PEDAGÓGICA DA ÁREA, DEMONSTRA-SE (AO MESMO TEMPO) O NOTÁVEL POTENCIAL DESTA DISCIPLINA PARA UMA LEITURA DO TIPO EPISTEMOLÓGICA E SUA FRACA EXPLORAÇÃO NOS MANUAIS DIDÁTICOS. SUSTENTA-SE QUE UMA DAS EXPLICAÇÕES DO FATO POSSA SER A AINDA DISCRETA FORMAÇÃO DE ESTUDANTES E PROFESSORES DE GEOGRAFIA EM TEMAS CANÔNICOS DA FILOSOFIA DA CIÊNCIA - ESPECIALMENTE OS DE ORDEM INTERNALISTA.
[extrato: "...no país é já longeva a tradição de pesquisas que, ostentando um particular viés político-ideológico, ressaltam, sobretudo, o que seus autores entendem serem distorções do sistema social, estrutura da qual derivariam toda sorte de mazelas associadas a conteúdo programático e à formação de professores. Referimo-nos a uma tendência tornada rígida desde, pelo menos, os anos 1980, e cujos produtos bibliográficos, altamente disseminados no Brasil, difundem um estilo de argumento discursivo que acaba, por efeito colateral, constrangendo a emergência de linhas investigativas mais plurais. Dentre elas, as que pretendam recuperar algo das leituras racionalista e pragmática, por exemplo." (192)]
Link: http://www.scielo.br/pdf/ciedu/v24n1/1516-7313-ciedu-24-01-0191.pdf

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

[PB76] A historiography of Brazilian theoretical and quantitative geography: the ''Rio Claro case'', from flourishing to fall

Cybergéo : European Journal of Geography (Paris/France)
[document n.837 (Série "Épistémologie, Histoire de la Géographie, Didactique") mis en ligne le 12 déc. 2017, 26p.]
NARRATIVA SOBRE O EPISÓDIO DE CONSTITUIÇÃO DE UM POLO REGIONAL DE ESTUDOS TEORÉTICO-QUANTITATIVOS EM RIO CLARO, INTERIOR DO ESTADO DE SÃO PAULO, NOS ANOS 1970. DESCREVEMOS ALGUNS LANCES PITORESCOS QUE CARACTERIZARAM OS NOVOS ALINHAMENTOS METODOLÓGICOS ALI CONSTITUÍDOS. APRESENTAMOS SEUS PERSONAGENS-CHAVE, OS EMPREENDIMENTOS LOCAIS QUE LEVARAM A CABO; BEM COMO OS OBSTÁCULOS QUE LOGO SURGIRAM, DIFICULTANDO UMA MAIOR LONGEVIDADE DOS FEITOS.
[extrato: "Oddly enough, the imaginary associated with the local Department of Geography persisted, despite subsequent actions performed by professors. In the 1980s, regardless of L. Gerardi and A. Christofoletti’s decisive performance (the last two remaining characters from the generation established a decade earlier), strictly quantitativist studies gradually decreased. However, given the equally gradual diffusion of the critical paradigm, the Department lingered in radical minds as a place still dominated by a style of science that should be fought." (20)]
Link: http://journals.openedition.org/cybergeo/28824

sábado, 19 de novembro de 2016

[PB75] Um modelo de classificação e de periodização dos estudos científicos em geografia

XV Seminário Nacional de História da Ciência e da Tecnologia
[16-18 Nov. 2016, UFSC, Anais, 13f.]
DIVULGAÇÃO DE MODELOS, PELOS QUAIS PROPOMOS O TRATAMENTO DIDÁTICO DE TÓPICOS DE HISTÓRIA E DE FILOSOFIA DA CIÊNCIA GEOGRÁFICA ... MEDIANTE: (1) REARTICULAÇÃO LÓGICA ENTRE ALGUMAS TERMINOLOGIAS DE EMPREGO FREQUENTE MAS DESCUIDADO (POSTO QUE APARENTAM SER MUTUAMENTE SUBSTITUTIVAS) - “SISTEMA DE PENSAMENTO" (SP), VERTENTE” (V)CORRETE (C) E MATIZ” (M) - ; (2) REARRANJO DOS GRANDES MARCOS” DA HISTÓRIA DO PENSAMENTO GEOGRÁFICO NUMA LINHA TEMPORAL SIMPLES MAS SUGESTIVA ; E (3) CARACTERIZAÇÃO GERAL DE UM CAMPO QUE CONFIGURARIA O ÂMBITO DE AÇÃO DOS ESTUDOS ESPECIALMENTE DE “GEOGRAFIA DA CIÊNCIA” (CASO QUE PROPORÍAMOS COMO “EXCLUSIVO” PARA O USO PARTICULAR DO TERMO “ESCOLA”). OS DOIS PRIMEIROS ASPECTOS SÃO MODELOS QUE DIZEM RESPEITO A UMA EPISTEMOLOGIA DA GEOGRAFIA” ; ENQUANTO O TERCEIRO, A UMA EPISTEMOLOGIA “GEOGRÁFICA”.
[extrato: "Realizada a 'derivação' encontramo-nos, por fim, no baixo terreno do pensamento e da prática científicos. Por esta planície mundana escoam todos aqueles canais que serão, em última análise, 'rebatimentos' (no plano agora das investigações normatizadas) de SP’s e V’s ascendentes. É nesta planície ou campo aberto que localizaremos a atuação de uma ciência. E chamaremos 'Corrente' cada possível manifestação (já, é claro, embebida em projetos aplicados e/ou resolutivos) de pensamentos filosóficos redivivos. Ela consiste, então, de uma 'tendência' verificada dentro de um campo científico.
Seguindo na analogia fluvial, é conveniente incorporarmos também a imagem dos canais que se ramificam em avulsão. Estes ramos instituiriam o timbre 'Matizes'" (p. 7)]
Link 1: http://www.15snhct.sbhc.org.br/trabalho/view?ID_TRABALHO=1440
Link 2: http://www.15snhct.sbhc.org.br/resources/anais/12/1470699002_ARQUIVO_Completo(ReisJr).pdf

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

[PB74] Filosofia da geografia, epistemologia da ciência geográfica e geografia da ciência: definições e correspondências

X Encontro de Filosofia e História da Ciência do Cone Sul
[12-15 Set. 2016, Universidade de São Paulo, Anais, p. 58-60]
PROPOSTA DE DEMARCAÇÃO DISTINTIVA DE DOIS CAMPOS DE ANÁLISE (POR VEZES CONFUNDIDOS): O DE UMA "FILOSOFIA" (GERAL) DA "GEOGRAFIA", E O DE UMA "EPISTEMOLOGIA" (PROPRIAMENTE) DA "CIÊNCIA GEOGRÁFICA". (O PRIMEIRO, SE CARACTERIZANDO POR ESPECULAÇÕES METAFÍSICAS A RESPEITO DA NATUREZA ESSENCIAL DOS "OBJETOS" DE INTERESSE DA GEOGRAFIA - O QUE CHAMAMOS ESTUDOS DE "ORDEM ZERO"; O SEGUNDO, TENDO JÁ A VER ESPECIALMENTE COM UMA ANÁLISE DOS FATORES INTERVENIENTES NA "INVESTIGAÇÃO" EM CIÊNCIA GEOGRÁFICA - SUAS NORMATIVIDADES E CONTEXTUALIDADES - OS ESTUDOS, POIS, DE "SEGUNDA ORDEM").
[" “ Se o campo da Filosofia (F), pelo alcance de seu temário, é naturalmente mais dilatado que o da Teoria do Conhecimento Científico [entendido como Epistemologia (E)] e se, ademais, o âmbito da Geografia (G), pelo que a história de sua prática aponta, é também virtualmente mais amplo que o da dimensão estritamente científica dos estudos geográficos [aqueles já mais atentos, portanto, às normatividades conceitual e metodológica: cg], então é prudente distinguirmos o campo preciso da ‘Epistemologia da Ciência Geográfica’ (E:cg” [isto é, afastando-o daquilo que (estando além de nossa perspectiva de interesse) deveria, na realidade, ser chamado simplesmente de 'Filosofia da Geografia' (F:G)]." (59).]
LINK: http://www.afhic.com/files/AFHIC-2016-Resumos-estendidos-final.pdf

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

[PB73] Potenciais da arte cinematográfica: um estudo preliminar do conteúdo geográfico nas obras fílmicas de Buñuel e Bergman

II Simpósio Nacional de Geografia, Literatura e Arte
[10-13 Jun. 2013, Departamento de Geografia, FFLCH/USP]
*publicado na forma de capítulo na Parte III - "Dimensões da Existência no Cinema e na Literatura" - da obra "Espaço, Sujeito e Existência: diálogos geográficos das artes" (Org.: Julio Suzuki; Everaldo Costa; Eduardo Stefani
[Porto Alegre: Imprensa Livre. 408p. (p. 261-303) - primeiros autores: Lucas Gebrim; Daniel Oliveira, graduandos GEA/UnB]
DIVULGAÇÃO DAS CONCLUSÕES PARCIAIS DE UMA PESQUISA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA, PROJETADA NA INTENÇÃO DE (A PARTIR DO EXAME DE DUAS AMOSTRAS DE OBRAS FÍLMICAS - SELECIONADAS EM FUNÇÃO DE SEU TEMÁRIO FÉRTIL) TESTAR UM PROTÓTIPO ANALÍTICO EVENTUALMENTE REPLICÁVEL EM OUTROS ESTUDOS EM QUE SE PRETENDA DIVISAR RELAÇÕES ENTRE AS LINGUAGENS GEOGRÁFICA E CINEMATOGRÁFICA.
["O projeto foi dirigido ... pelo objetivo particular de ir testando um artefato (uma ficha-piloto) à medida que assistidos os filmes. E a eficiência do formato atual da ficha seria avaliada a partir do quanto da análise da obra fílmica pudesse ser sacado um conjunto de dados que qualificariam exatamente seu significado e valor geográficos. Executaríamos isso buscando, nas obras fílmicas, o que pudesse haver de elementos vinculáveis ao domínio de matérias pertinentes à nova geografia cultural; e sobretudo aquelas de ordem “humanística”: percepção dos lugares de vivência, condicionamento ambiental/contextual das atitudes, questões de gênero, etc." (p. 266, grifo dos autores)]
LINK: http://www.geografia.fflch.usp.br/

terça-feira, 9 de agosto de 2016

[PB72] Filosofia e epistemologia da geografia: grupo de trabalho em discussão (ENANPEGE 2015)

Revista da ANPEGE (s.l.)
[volume 12, número 18, p. 283-302, n.esp. 2016 - primeiros autores: Antonio Bernardes (UFF); Rodrigo Gomes (UFPE)]
OS AUTORES RELATAM O TEOR GERAL DAS COMUNICAÇÕES APRESENTADAS NA ÚLTIMA EDIÇÃO DO "ENCONTRO NACIONAL DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA EM GEOGRAFIA", DENTRO DO "GT" "FILOSOFIA E EPISTEMOLOGIA DA GEOGRAFIA". A PARTIR DESTE MOSTRUÁRIO TECEM ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE O APARENTE ESTADO ATUAL DAS PESQUISAS NESTE ÂMBITO, BEM COMO VEICULAM ALGUMAS SUGESTÕES PARA O APRIMORAMENTO DOS FUTUROS ENCONTROS DE PESQUISADORES DA ÁREA.
[extrato: "Provavelmente ainda estejam predominando entre nós os estudos que se enquadram
na primeira vertente ['Filosofia da Geografia' (F:G), em vez de 'Epistemologia da Geografia' (FC:G)]. Mas gostaríamos de frisar que é o interesse por temas tais como a normatividade dos procedimentos – por exemplo, a concepção linguística dos modelos explanatórios – ou a evolução dos paradigmas – como o condicionamento conjuntural dos esquemas interpretativos – que realmente qualifica as pesquisas que merecem o adjetivo de 'epistemológicas'. E estamos convencidos de que se a segunda vertente passasse a ganhar uma atenção menos displicente, nós pesquisadores na área de Filosofia e Epistemologia da Geografia lograríamos ingressar com melhor desenvoltura no círculo de filósofos e historiadores da ciência – comunidade que já está adiantada no acompanhamento da literatura epistemológica, embora ainda desconheça nossos feitos jurisdicionais e pouco saiba das potencialidades filosóficas do caso Geografia." (292-293)]
LINK: http://anpege.org.br/revista/ojs-2.4.6/index.php/anpege08/article/view/485/263

sexta-feira, 8 de julho de 2016

[PB71] A inserção da questão "naturaleza de la ciencia" no ensino: uma notável experiência platina ... sugestiva para a geografia

Geografia (Rio Claro/SP)
[volume 41, número 2, p. 277-296, Mai./Ago. 2016]
SEGUNDA PARTE DA APRESENTAÇÃO À COMUNIDADE BRASILEIRA DE GEÓGRAFOS DOS ESTUDOS DE UM PESQUISADOR ARGENTINO MOVIDO PELO PROPÓSITO DE ROBUSTECER O ENSINO DE CIÊNCIA (AGUSTÍN ADÚRIZ-BRAVO, EM SEU DINÂMICO GRUPO "GEHyD" - "GRUPO DE EPISTEMOLOGÍA, HISTORIA Y DIDÁCTICA DE LAS CIENCIAS NATURALES"). NESTE ARTIGO, EM ESPECIAL, DAMOS REALCE A UM MODELO DIDÁTICO QUE ELE VEM SOFISTICANDO A FIM DE INTRODUZIR, NA FORMAÇÃO ACADÊMICA DE FUTUROS PROFESSORES, TÓPICOS DE HISTÓRIA E FILOSOFIA DA CIÊNCIA. AO FINAL, REFLETIMOS SOBRE A FERTILIDADE DO PROTÓTIPO PARA OS CASOS DO ENSINO ESCOLAR E UNIVERSITÁRIO DE CIÊNCIA GEOGRÁFICA. (ESTE MODELO VEM A SER UMA "MATRIZ", CUJAS COLUNAS REPRESENTAM AS ETAPAS EVOLUTIVAS DA EPISTEMOLOGIA, E CUJAS LINHAS INSTITUEM OS TEMAS-CHAVE MOBILIZADORES DE UMA ANÁLISE FILOSÓFICA DA PRÁTICA CIENTÍFICA AO LONGO DA REFERIDA EVOLUÇÃO).
[extrato: "O pesquisador sustenta que um recurso à Epistemologia só poderá ter real préstimo se, de antemão, o especialista em Didática da Ciência tiver claro o desenvolvimento (até épocas mais recentes) do campo da Filosofia da Ciência; e, assim, os aportes virtualmente úteis de cada corrente mapeável. São importantes, decerto, os aspectos formais da FC tradicional e seus legatários. Não devem ser rechaçados só porque hoje alvos fáceis de reprimenda. Do mesmo modo, os aspectos histórico e sociológico são incontornáveis. Contudo, nem por isso constituem o estágio definitivo ou mais bem acabado da FC. Essa é a advertência que nos faz Adúriz-Bravo." (284)]
Link: http://repositorio.unb.br/handle/10482/21906